Montando uma supermáquina de jogos

No último mês de dezembro efetuei a montagem de um PC Gamer para um amigo dar de presente para o filho no Natal (que baita presentão, isso que é pai!), do qual também sugeri a configuração básica. Confiram aqui a seleção de componentes e a montagem, com a riqueza de detalhes habitual!



Antes de tudo, como a montagem foi efetuada na correria durante o meu horário de almoço as fotos foram feitas com o meu celular (um Moto G2), cuja câmera é boa porém passa muito longe da qualidade e dos recursos da câmera dedicada Nikon Coolpix L820 que uso habitualmente. Mesmo assim acho que ficou um trabalho bastante interessante e tenho certeza de que vocês irão curtir. :-)

Os componentes

Processador – Intel Core i5 4460

Sem dúvida o Core i5 é a melhor pedida para jogos atualmente. Um i7 é um completo desperdício e um i3 pode introduzir gargalos em jogos que façam uso intenso de quatro ou mais threads. Dentre os modelos dos i5 o 4460 tem um ótimo custo x benefício e cai como uma luva para o propósito, sem falar que será atual durante muitos anos. Fiquei com os Haswell pois o custo das placas mãe LGA 1151 dos Skylake é proibitivo (pelo menos no ano passado quando a configuração foi comprada, sem falar também das ainda caras memórias DDR4) para um ganho na melhor das hipóteses de 10%. E antes que me perguntem, para plataformas Intel é besteira pensar em upgrades futuros pela grande volatilidade dos seus soquetes.

Quanto aos AMD, fica difícil recomendá-los nos dias de hoje visto que a linha FX está muito defasada (a arquitetura Bulldozer e derivadas nunca foi lá essas coisas). Eles eram opções razoáveis de baixo custo até meados de 2014 (tanto que tenho um PC com o FX-6300) mas atualmente é complicado indicar a sua compra para um PC Gamer. Por sua vez os novos processadores baseados na arquitetura Zen vão chegar apenas no final do ano.


Placa mãe – MSI Z97 Gaming 3

Eis uma placa LGA 1150 bastante interessante. Conta com o chipset topo de linha da plataforma, suporte ao Crossfire (embora o segundo slot PCIE x16 conte com apenas quatro linhas, este parece não ser um fator limitante para o Crossfire) e possui com um codec de áudio topo de linha, o Realtek ALC1150. Oferece também seis portas USB 3.0 (mais seis 2.0), seis portas SATA-600 e interface de rede Gigabit Ethernet. Sem falar do ótimo acabamento e visual, essenciais para um PC Gamer. 


Placa de vídeo – AMD Radeon R9 290 (Sapphire Vapor-X)

Com o lançamento da série 300 da AMD é possível achar boas promoções das GPUs da série 200 mais parrudas, como é o caso desta 290. Conta com bons 4 GB de VRAM, suporte ao DirectX 12 e ao tão cheio de hype Mantle.


A placa realmente é linda, e a solução de refrigeração da Sapphire é capaz de manter a temperatura do poderoso chip R9 290 sob controle. Como a placa mãe suporta o Crossfire (e não o SLI), futuramente com a natural queda de preços é possível espetar mais uma 290 e ser duplamente feliz – este foi o principal motivo que eu sugeri a compra de uma GPU AMD.


O “lado B” da placa igualmente chama a atenção.


RAM – Dois módulos Kingston Hyper-X Fury Blue DDR3-1600 de 8 GB 

Mesmo eu tendo dito ao amigo que para jogos 8 GB eram suficientes, ele decidiu colocar 16 GB para ficar mais “tranquilo”. Sem falar que com esta quantidade de RAM dá para desligar tranquilamente o arquivo de paginação do Windows propiciando mais agilidade para o sistema. 


Fonte de alimentação – Corsair CX750

A linha CX da Corsair caiu no gosto dos entusiastas por serem parrudas e com um custo não muito elevado. Com 750 W de potência e certificação 80Plus Bronze, a CX750 aguenta a R9 290 tranquilo - com quatro conetores PCIE, também dá para mandar ver num Crossfire. O cálculo de potência desta configuração foi de 449 W, e com mais uma R9 290 em Crossfire iria para 692 W em momentos de pico.


Eis a etiqueta de especificações da fonte:


SSD – Corsair Force LS 240 GB

Não há como deixar máquinas de alto desempenho sem um SSD para o sistema operacional e aplicativos, e o Corsair Force LS conta com um bom custo x benefício.


Disco rígido – Seagate Desktop HDD 1 TB

Com 7.200 RPM e 64 MB de cache, estes discos da Seagate são boas opções para unidades de armazenamento de arquivos.


A montagem

Como faço de praxe, sempre começo uma montagem testando a fonte de alimentação - mesmo produtos de ótima reputação como as Corsair CX podem vir com defeitos de fábrica. Aqui a CX750 foi aprovada com louvor.


Em seguida passo para o teste de bancada, com somente o processador, fonte de alimentação, memória e placa de vídeo instalados para verificar se o sistema inicializa antes de montá-lo no gabinete. Aos que quiserem saber mais detalhes sobre este processo recomendo a leitura da série Faça você mesmo: trocando a placa mãe do seu PC.


Sempre é uma grande satisfação quando a configuração inicializa de primeira! Nerdgasm pleno!


Gostei bastante do programa de Setup desta placa mãe MSI, bem melhor acabado do que o da minha Gigabyte.


Com tudo funcionando e o Setup configurado podemos proceder com a montagem no gabinete, no caso um Raidmax Viper GX, o qual é uma torre ATX padrão com sete slots para placas de expansão.


Quase pronto! Alguns pontos positivos deste gabinete são o amplo espaço para trabalhar e as furações para a passagem dos cabos por trás da placa mãe, o que facilita bastante a sua organização.


Tudo montado e ligado! O logo da Sapphire R9 290 ilumina-se conforme a temperatura da GPU, algo muito interessante: começa com a cor azul quando a placa é pouco exigida e vai passando para o amarelo e vermelho conforme aumenta a carga e consequentemente a temperatura da GPU.


O frontal do gabinete parece ter saído diretamente de um filme dos Transformers! :p


O mouse e o teclado também se iluminam, e no caso do teclado é possível configurar a cor.


A lateral do gabinete conta com uma janela em acrílico.


O painel traseiro também ficou muito bonito.


Como sistema operacional sugeri o conhecido e confiável Windows 7 x64. Jogos em DirectX 12 vão demorar para se popularizar sem falar que o Windows 10 ainda está com alguns problemas


As telas do CPU-Z e do GPU-Z (clique para ampliar).


Nas frequências e tensões padrão o cooler box da Intel dá conta do recado.


Devido ao tempo escasso, infelizmente não foi possível rodar algum benchmark ou jogo para aferir o desempenho do conjunto. Mas com certeza será muito bom!

Conclusão

Se comparado aos consoles, um PC Gamer demanda um maior investimento inicial (para quem está montando do zero) porém acaba compensando pelo menor custo dos jogos (no Steam e companhia), pela qualidade gráfica e pela versatilidade que somente um PC oferece, tanto na montagem quanto no uso. Fiquei com a grata sensação do dever cumprido e o que é melhor: ajudei a tornar o Natal de um garoto muito mais feliz.

E vocês amigos leitores, concordam com as minhas escolhas? Deixem as vossas opiniões nos comentários!

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Comentários

  1. Michael, gostaria de agradecer publicamente a forma e o profissionalismo com que foi montada a super-máquina do meu filho Leonardo...
    Pense numa criança feliz... O problema agora é tirar ele da frente do computador, hehehe... Um abraço amigão!!

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  2. Aí é bonito ein!!

    Eu acho que a escolha de peças foi excelente, mesmo meu tio dizendo que poderia ser melhor.

    Abraço.

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    1. Muito obrigado! Seu tio deve ter um computador da NASA então... rsrsrsrs

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