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Mostrando postagens com o rótulo Reserva de Mercado

Montando o meu próprio clone do IBM PC/AT

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Uma das chaves do sucesso do padrão PC é o fato de ser um formato aberto, o que permite que qualquer um faça um clone. Pois bem, decidi fazer o meu próprio clone do clássico PC/AT.

Montando um novo PC-XT (Parte 2 – Configuração do disco rígido e upgrade de RAM)

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Ao contrário de discos mais modernos como os IDE e SATA, as unidades nos padrões MFM e RLL como o Seagate ST-238R necessitam ser formatados em baixo nível antes de serem utilizados. Confira aqui esta epopeia, bem como também o primeiro upgrade do XT: a ampliação da RAM de 256 para 512 KB. 

Montando um novo PC-XT (Parte 1 – Apresentação e montagem)

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Desde que produzi a série Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado fiquei com vontade de montar um XT mais completo, com tudo o que temos direito. Após mais de dois anos de um verdadeiro trabalho arqueológico para obter os componentes (alguns deles são tão raros quanto um artefato Inca ou Maia), é com muita satisfação que apresento aos meus diletos leitores o resultado. Espero que vocês gostem da matéria da mesma forma que eu gostei de fazê-la.

Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado (Parte 6 - Upgrade)

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Hoje é o dia de retomar séries de postagens antigas! Depois de um longo e tenebroso inverno (e também primavera e verão... rs), a série de postagens sobre o nosso querido PC-XT representante genuíno da reserva de mercado enfim recebe uma atualização: a adição de uma segunda unidade de armazenamento, o que facilita bastante o seu uso. Todos os detalhes aqui!

Scopus é adquirida pela IBM Brasil

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Recentemente foi noticiado que a Scopus, icônica empresa de tecnologia brasileira surgida durante os anos da Política Nacional de Informática (período popularmente conhecido como o da Reserva de Mercado que vigorou de 1984 a 1991) e que atualmente faz parte do grupo Bradesco, será vendida para a IBM Brasil e o negócio já foi até aprovado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) – as cifras não foram divulgadas.

Não deixa de ser curioso e inusitado ver que a empresa que foi uma das principais fabricantes brasileiras de clones do IBM-PC tenha sido comprada pela criadora do padrão – um final de certo modo bastante honroso para a velha Scopus.
Veja também: Vivendo na época da Reserva de Mercado de Informática

Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado (Parte 5 - Utilização do PC-XT)

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E não é que o nosso querido, lindo e simpático XT continua me surpreendendo? Depois da adequação do teclado que descrevi na parte anterior, finalmente pude trabalhar mais com ele utilizando softwares e suítes de programação que marcaram época, alguns dos quais com certeza o bravo XT deve ter rodado muito durante a sua "vida útil". Confira todos os detalhes nesta postagem super especial!

Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado (Parte 4 - Caçadores do teclado perdido)

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O nosso querido PC-XT manda notícias, depois de um longo e tenebroso inverno! Para aqueles que não se recordam, na parte anterior deste especial havíamos nos deparado com mais uma barreira para a sua completa restauração, encontrar um teclado compatível! Felizmente, após muita procura, este obstáculo foi superado. Confiram todos os detalhes nesta postagem super especial!

Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado (Parte 3 - O Boot)

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Saudações a todos! Nesta postagem farei uma atualização a respeito dos trabalhos de restauração do glorioso XT, carinhosamente apelidado de "XTzão"! :-) Pois bem, na parte anterior, o equipamento havia entrado em funcionamento porém não foi possível inicializá-lo com nenhum sistema operacional devido à algumas limitações do projeto da época. Conseguimos agora superar mais esta barreira! Confira conosco!

Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado (Parte 2 - Funcionamento)

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Retomando o assunto sobre o nosso querido clone nacional do PC-XT (que a partir deste texto me referirei apenas como "XT"), nesta postagem descreverei o desafio que foi fazê-lo voltar à vida depois de tantos anos desligado. Acredito que as informações contidas neste texto serão úteis à todos os retrowarers que quiserem restaurar PCs baseados nos processadores Intel 8088, NEC V20 ou compatíveis, que possuem barramento externo de 8 bits.

Restaurando uma relíquia da Reserva de Mercado (Parte 1 - Visão geral)

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Estimados leitores, nesta nova série de postagens documentarei todo o processo de restauração de uma verdadeira joia da época da Reserva de Mercado da Informática, um clone autenticamente nacional do IBM PC-XT! Apertem os cintos a façam uma boa viagem neste túnel do tempo!


Vivendo na época da Reserva de Mercado de Informática

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Imagine se de uma hora para outra fosse proibida a importação de eletrônicos e nós tivéssemos que nos contentar com o que é produzido no mercado interno. Algo surreal? Impossível? Hoje em dia pode até parecer, mas isto já aconteceu bem aqui na terra do Cabral e não faz muito tempo!
A popularmente conhecida como Reserva de Mercado de Informática no Brasil foi instituída pela Política Nacional de Informática (PNI) - Lei Federal nº 7.232/84 de 29 de outubro de 1984 (durante o governo do último presidente militar, João Figueiredo) e tinha como objetivo fomentar a indústria tecnológica nacional através da reserva do mercado interno às empresas de capital nacional. Só que, como em (quase) tudo no Brasil, o andar da carruagem não foi bem este... nesta postagem farei uma pesquisa e revisionismo sobre este período peculiar da nossa história. Uma boa leitura!

Ressuscitando um antigo 286 (Parte 3 – Instalando o MS-DOS 6.22)

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Amigos, prosseguindo com a saga do nosso querido 80286, neste post colocarei as minhas experiências com a instalação do sistema operacional principal. Para quem não tenha acompanhado este série, na Parte 1 eu mostrei os componentes necessários para a experiência e na segunda parte abordei a montagem dos mesmos. Recomendo a leitura das partes na ordem correta para uma melhor compreensão do presente texto. Então vamos lá!
Uma baixa importante
Antes de começarmos, infelizmente devo reportar um problema que o sistema apresentou. Depois que finalizei a montagem do 286, percebi que em algumas situações ele congelava, principalmente após o POST (POST é um acrônimo de Power On Self Test, ou seja, é um teste que o próprio equipamento faz nos seus componentes básicos ao ser ligado). Como se trata de um equipamento bastante antigo e sem muita documentação disponível, tive que ir testando os componentes no método da tentativa-e-erro, e acabei por descobrir que dois chips DIP de memória estavam co…

Ressuscitando um antigo 286 (Parte 1 – Apresentação e componentes)

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Não adianta, sou um entusiasta do hardware do padrão PC (com muito orgulho e com muito amor). Além de não ter coragem de vender as peças que sobram quando faço um upgrade nas minhas máquinas, ainda aceito de bom grado quando amigos e parentes me doam componentes antigos. Adoro colecionar processadores, placas diversas, módulos e toda a sorte de componentes "velhos" (ou melhor, antigos - mais respeito!). Acho que eles possuem o seu charme com um toque nostálgico bastante peculiar, e ao mesmo tempo são um bom parâmetro para vermos o quanto a tecnologia evoluiu. Em todas as áreas do conhecimento humano, a história nos faz compreender melhor o presente e ter uma melhor ideia do que esperar do futuro. E em tecnologia isto não é diferente.
Nestes últimos dias decidi trazer novamente à vida um 80286 que me havia sido doado por um amigo do meu trabalho (valeu Fabiano!). Mais precisamente, um 286 de 20 MHz fabricado pela empresa Harris. As especificações básicas deste 286 são as segu…

Nos anos 1990, as conexões eram assim (Parte 1 - Hardware e curiosidades)

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Sabadão, 14 horas. Você corre para o computador e clica no ícone “Conexão dial-up” no Windows para acionar a conexão discada com o seu provedor de internet ou BBS, pagando um único pulso!*. A maior frustração era acontecer de o seu provedor estar com todas as linhas ocupadas, neste caso o modem retornava um melancólico tu-tu-tu... e isso era comum!
Quando você finalmente conseguia conectar, era a espantosos 9600/14400/28800/33600 bps, ou bits por segundo – para ter o valor em Bytes, divida estes números por 8; para chegar aos KB divida o resultado por 1000 (grandezas de transmissão de dados usam base decimal e não binária). Ou seja, uma conexão de 33600 bps equivale a pouco mais de 4 KB por segundo! E isto em condições ótimas: linha telefônica com pouco ruído, central em boas condições... ou seja, em termos de Brasil (ainda mais naquela época), era algo bastante improvável.
Mas voltando à nossa epopeia, você iria então como louco rodar o Netscape Navigator para fazer buscas com a ajuda …