Montando o PC CrossPhenom (Parte 5 – Fenão do capiroto)

No mais novo episódio da série CrossPhenom, levarei o lendário 1090T ao limite em overclock. Veja aqui como ele se saiu!


Recapitulando a série CrossPhenom, na primeira parte eu mostrei os componentes (ainda com o Phenom II X6 1055T), na segunda a montagem, na terceira a análise de desempenho e finalmente, na quarta parte, o upgrade para o 1090T.

Na presente parte mostrarei como foi levar o lendário 1090T ao seu limite em overclock, com as seguintes premissas:

  • Aumentar o multiplicador apenas, para evitar instabilidades (como vimos na terceira parte);
  • Utilizar a tensão de alimentação de até 1,45 V, a qual conforme a AMD é a máxima recomendada para este processador.

Pois bem, o 1090T atingiu sem grandes dificuldades 3,8 GHz em todos os núcleos, com uma tensão de 1,44 V. Esta frequência é superior à do modelo 1100T, o topo de linha dentre os Phenom II. Muito bom! 😎


Como curiosidade o 1090T conseguiu chegar a 3,9 GHz, porém não passou no teste do Handbrake dando tela azul mesmo com a tensão aumentada para 1,45 V. Sem dúvida este encoder de vídeos é um dos mais severos testes de estabilidade da suíte de benchmarks do blog.

Quanto às temperaturas, elas ficaram em níveis aceitáveis mesmo em plena carga, como podemos ver na imagem abaixo. Sem dúvida o uso do Cooler Master Blizzard T2 no lugar do cooler box foi muito determinante neste aspecto.



Benchs

Vamos aos resultados! Como já falei em outros ensaios, o bacana dos softwares da Futuremark é a possibilidade de comparar os seus resultados com PCs do mundo todo. No PCMark 10 o mito 1090T “salvou a honra” e foi melhor do que 21% dos sistemas:


No Fire Strike ele foi ainda melhor:


Este teste consegue tirar pleno proveito do Crossfire, aqui vemos as duas Radeon HD 7850 rodando a pleno vapor:


No Sky Diver e no 3DMark 11 (o pioneiro dos benchs em DirectX 11) o PC CrossPhenom ainda consegue ficar acima de mais de 60% dos sistemas. 😎



Falando em suporte ao Crossfire, o Unigine Valley é outro exemplo de teste com pleno suporte:


Enquanto que o Superposition, teste mais recente feito pela mesma produtora, não tem suporte a mais de uma GPU (observe na imagem como uma das Radeon está sem uso). Realmente a tendência dos arranjos com mais de uma GPU como o Crossfire e o SLI é serem cada vez mais nichos de mercado.


Na tabela abaixo estão compilados todos os resultados. Os ganhos com o overclock foram bem consideráveis:

Teste 1090T 1090T OC Diferença
PCMark 10 (Score) 3029 3230 6,22%
3DMark Time Spy (Score) - - -
3DMark Fire Strike (Score) 7443 7998 6,94%
3DMark Sky Diver (Score) 17332 18902 8,31%
3DMark 11 (Score) 8949 9776 8,46%
Cinebench R15 CPU (CB) 483 562 14,06%
Cinebench R15 CPU Single Core (CB) 93 98 5,10%
Cinebench R15 OpenGL (FPS) 58,73 63,94 8,15%
CPU-Z Multi Thread (Score) 918,2 1092,6 15,96%
CPU-Z Single Thread (Score) 169,1 180,8 6,47%
7-Zip Multi Thread (MIPS) 23096 27095 14,76%
7-Zip Single Thread (MIPS) 4148 4795 13,49%
Unigine Valley (Score) 1850 1969 6,04%
Unigine Superposition (Score) 3240 3327 2,61%
V-Ray CPU (Segundos) 290 248 -16,94%
Handbrake (Segundos) 1262 1115 -13,18%

Em comparação com o FX 8300 (veja todos os resultados na página de benchmarks modernos) o 1090T do capiroto venceu no PCMark 10, 3DMark Fire Strike, Cinebench R15 CPU, 7-Zip Single Thread, Unigine Valley e V-Ray CPU, enquanto que o FX venceu no 3DMark 11, Cinebench R15 OpenGL, CPU-Z Multi Thread e Single Thread, 7-Zip Multi Thread, Unigine Superposition e no Handbrake.

Já no 3DMark Sky Diver e no Cinebench R15 CPU Single Core houve um empate técnico. Sem dúvida foi uma disputa muito mais equilibrada (7 X 6 para o FX), e devemos considerar ainda que os testes Cinebench R15 OpenGL e Unigine Superposition não fazem uso do Crossfire.

Na próxima parte o CrossPhenom será testado em alguns jogos modernos. Até lá! 😉

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