Definindo uma suíte de benchmarks modernos

Assim como já fiz com os benchmarks clássicos, estava na hora de definir uma suíte de benchmarks atuais que pautarão as avaliações do blog. Veja aqui as minhas escolhas.


PCMark 10

O PCMark 10 mensura de tudo um pouco, fazendo também simulações com softwares “da vida real” tais como o LibreOffice, o GIMP, o Firefox e o Chromium.


3DMark

O 3DMark é o benchmark sintético mais popular para avaliar o subsistema gráfico do PC. O teste Time Spy mede o desempenho em DirectX 12, enquanto que o Fire Strike e o Sky Diver o fazem para o DirectX 11.

Também mantive o 3DMark 11 nesta suíte, por ele ter sido uma das primeiras ferramentas de benchmark para o DirectX 11.


Cinebench R15

Este teste renderiza uma imagem usando todas as threads disponíveis no processador, bem como também possui um modo de uma única thread. Também mensura o desempenho em uma sequência de animação em OpenGL.


CPU-Z

A ferramenta de benchmark do famoso identificador de processadores mensura a performance de todas as threads disponíveis, bem como de apenas uma thread.


7-Zip

O popular compactador de arquivos é muito mais otimizado aos processadores com múltiplos núcleos e threads do que o WinRAR, trazendo resultados mais fiéis à realidade.

Unigine

Bastante popular também para avaliar o subsistema gráfico, assim como o 3DMark. Optei pela suíte Valley de 2013 e pela mais recente Superposition de 2017.


V-Ray

Esta ferramenta avalia o desempenho do processador e do chip gráfico para a renderização de imagens, mensurando o tempo tomado em cada tarefa. Desta forma, quanto menor o tempo, melhor.


Handbrake

Nesta ferramenta de encode de vídeos é mensurado o tempo tomado para codificar o primeiro episódio da série Band Of Brothers no perfil Fast 1080p, extraído diretamente do Blu-Ray sem qualquer compactação (resultando em um arquivo MKV de cerca de 3,2 GB). Portanto, quanto menor o tempo tomado para a conclusão da operação, melhor.


Mas cadê os jogos?

Provavelmente é o que muitos devem estar se perguntando. Bem, respondo que a minha coleção só tem jogos “velhos” (não acho o meu dinheiro na lixeira para comprar jogos no lançamento) e apenas um ou dois títulos tem uma ferramenta de benchmark inclusa.

Não acho muito válido usar jogos que não tenham um utilitário de benchmark incluso, na finalidade de uma comparação direta de desempenho. O que geralmente o pessoal faz é jogar uma determinada parte do jogo com um registrador da taxa de quadros por segundo ativado (como o FRAPS ou o RivaTuner), porém tal procedimento sempre estará sujeito a flutuações e imprecisões dada a grande interferência humana, gerando desta forma dados estatisticamente não confiáveis.

O primeiro ensaio com esta nova metodologia sairá ainda nesta semana. Aguardem!

Comentários

  1. Sobre o HandBrake, a cada nova versão os componentes são atualizados: libavcodec, libavformat, libx264, bem como códigos próprios que implementam filtros como decomb. Os códigos assembly não incomum são tunados nessas atualizações. Até mesmo uma versão mais nova compilador pode fazer diferença.

    Vejo muito teste de processador mais antigo tendo sido feito com o HandBrake, digamos, 1.0.0. Daí, num artigo posterior, os caras usam uma versão mais nova, por exemplo 1.1.0, num outro processador e comparam o resultado com aquele teste realizado com a versão 1.0.0. Tais resultados para mim são inconclusivos.

    Ou todos os restes ficam "congelados" numa versão para sempre, o que é desaconselhável, visto que novas otimizações nunca serão aproveitadas (em particular em hardware novo), ou, a cada nova versão do programa, TODOS os testes precisam ser refeitos.

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    1. Como os testes serão feitos com os processadores que tenho aqui (não recebo hardware para testes) que não são exatamente lançamentos (com exceção do Ryzen 7 2700X), não acho tão problemático manter o Hanbrake congelado ao menos por algum tempo.

      E quando mudar a versão (o que inevitavelmente ocorrerá em certo momento) refarei os testes aos poucos conforme a demanda, assim como faço com os processadores antigos quando adiciono uma ferramenta de benchmark nova.

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