Montando o PC CrossPhenom (Parte 3 – Benchs sintéticos e overclock)

No novo capítulo da série CrossPhenom, mostrarei como ele se saiu nos benchmarks sintéticos e também qual foi o resultado de uma tentativa de overclock. Confira!


Primeiramente, confira a apresentação dos componentes e a montagem do PC CrossPhenom caso ainda não tenha feito. 👍

Benchmarks

A partir da suíte de benchmarks oficial do blog, tecerei comentários sobre os resultados que considero mais relevantes. Você pode comparar os resultados no Phenom II X6 1055T com os outros sistemas já testados na página de benchmarks modernos.

Originalmente o 1055T opera a 2,8 GHz (frequência base de 200 MHz e multiplicador 14), podendo chegar a até 3,3 GHz (multiplicador 16,5) quando apenas um núcleo está ativo. Neste processador o North Bridge e o Link do HyperTransport rodam em 2 GHz.


Eis as informações da placa-mãe Asus M4A89GTD PRO/USB3. Ela está com a última versão da BIOS lançada.


A configuração dos dois módulos de memória Patriot Viper DDR3-1600:


As informações das duas Radeon HD 7850 operando em Crossfire:


Como curiosidade, os seis núcleos do 1055T mostrados no gerenciador de tarefas do Windows:


O primeiro destaque dos testes não é um resultado, mas sim algo que mostra que o Phenom II já sente o peso da idade: a falta de suporte a alguns conjuntos de instruções mais recentes pode impedir que certos jogos e aplicações sejam executados.

No exemplo abaixo, o 3DMark Time Spy não pode ser executado pela falta de suporte ao SSSE3:


Quanto aos resultados que se destacaram, no Fire Strike a pontuação obtida pelo 1055T e as duas HD 7850 foi bastante respeitável:


Neste teste, o bravo Phenom II X6 1055T com as duas Radeon HD 7850 ficou ligeiramente à frente (+ 2,98%, quase fora do empate técnico) do FX 8300 com uma Radeon HD 7970 GHz Edition. Muito bom!


No Sky Diver o resultado também foi bem razoável, muito embora não foi suficiente para superar o conjunto com o FX 8300.

O PC CrossPhenom ainda fica acima de mais de 50% dos resultados...


Os demais resultados estão na tabela abaixo:

Teste Resultado
PCMark 10 (Score) 2510
3DMark Time Spy (Score) -
3DMark Fire Strike (Score) 7413
3DMark Sky Diver (Score) 16774
3DMark 11 (Score) 8698
Cinebench R15 CPU (CB) 426
Cinebench R15 CPU Single Core (CB) 84
Cinebench R15 OpenGL (FPS) 57,49
CPU-Z Multi Thread (Score) 804,2
CPU-Z Single Thread (Score) 154,9
7-Zip Multi Thread (MIPS) 20764
7-Zip Single Thread (MIPS) 3712
Unigine Valley (Score) 1807
Unigine Superposition (Score) 3306
V-Ray CPU (Segundos) 327
Handbrake (Segundos) 1491

Na maioria dos testes a frequência mais elevada do FX 8300 fez a diferença e ele ficou à frente. Além do Fire Strike, o Phenom venceu no 7-Zip Single Thread (+ 5,79%), enquanto que no Unigine Valley (- 1,63%, empate técnico), Cinebench R15 Single Core (- 7,69%) e PCMark 10 (- 8,09%) ele ficou bem próximo.

Tentativa de overclock

Com o objetivo de reduzir o déficit de frequência do Phenom para o FX 8300, decidi tentar um overclock no “Fenão”. Porém há dois problemas. O primeiro é que o 1055T tem o multiplicador travado, assim somente é possível fazer overclock no mesmo aumentando a frequência base.

O segundo é que a frequência base é a referência para todas as demais frequências do sistema: a do processador, da RAM, do North Bridge, do HT Link e do PCI Express. Infelizmente o Setup da Asus M4A89GTD PRO/USB3 não oferece a opção de fixar a frequência do PCIE no padrão de 100 MHz (relembrando, ela está com a última versão do BIOS), e assim a mesma sobe juntamente com a frequência base, aumentando bastante as chances de instabilidade.

De fato, foi justamente isto que aconteceu: consegui aumentar a frequência base para apenas 210 MHz, o que resultou nas seguintes frequências do sistema:

  • Processador em 2,94 GHz (3,46 GHz turbo, como podemos ver na imagem abaixo);
  • RAM em 1680 MHz;
  • North Bridge e HT Link em 2,1 GHz;
  • PCIE em 105 MHz.

Porém a diferença de performance foi tão irrisória (não chegou a 3% no Cinebench) que decidi não manter este ajuste, de modo a não estressar os demais componentes do PC desnecessariamente. Todas as tensões foram mantidas no padrão.


Basta um mísero MHz a mais na frequência base para dar tela azul no Windows (e sempre com um código de erro diferente), mesmo reduzindo os multiplicadores do North Bridge, do HT Link e da RAM para mitigar outros possíveis focos de instabilidade. Subir a tensão de alimentação do processador e dos supracitados circuitos também não muda nada.

Aliás, foram tantas tentativas de estabilizar o overclock que a instalação do Windows 10 se corrompeu de tal maneira que não inicia mais nem no modo de segurança. O lado bom é que vou aproveitar para instalar o May 2019 Update, já que vou ter que formatar mesmo... 😛


Infelizmente só há duas alternativas neste caso: trocar o 1055T por um modelo Black Edition que tem o multiplicador destravado ou trocar a placa-mãe por uma que tenha a trava na frequência do PCIE.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos! 😀

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