Reunindo os mitos Ryzen 7 1700 e GeForce GTX 690 (Parte 2 – Overclock e Benchmarks)

Nesta segunda parte da série dos mitos exigirei um pouco mais do Ryzen e o conjunto passará pela maratona de benchmarks, já conforme a nova metodologia do blog.


Overclock

A vantagem de fazer overclock com um processador conhecido é que você poupa um bocado de tempo para encontrar um ajuste estável. Em conjunto com a finada placa ASRock o Ryzen 7 1700 atingia 4 GHz em todos os núcleos com relativa facilidade.

Como afirmei na sua avaliação, o Setup da placa-mãe Biostar Racing B350 ET2 não é muito polido visualmente, entretanto conta com todas as opções aos que quiserem fazer um overclock de leve. Porém como esta placa possui um circuito regulador de tensão mais simples (com menos fases) decidi colocar como teto a frequência de 3,8 GHz – danificar hardware com a cotação atual do dólar é algo ainda mais doloroso! 😱


O Ryzen 7 1700 atingiu 3,8 GHz em todos os núcleos com apenas 1,33 V. Muito bom!


Por sua vez, os módulos de memória Kingston HyperX Fury DDR4-2400 atingiram 3200 MHz facilmente com 1,34 V. Excelente!


Confiram a análise da GeForce GTX 690 feita pelo GPU-Z:


Benchmarks

A comparação será feita entre o Ryzen overclockado a 3,8 GHz e operando nas frequências padrão (3,0 GHz base a até 3,7 GHz no modo boost). Para tanto, abra a nova página comparativa dos benchmarks modernos. 😉

A configuração completa do sistema você pode conferir na primeira parte da série. Os testes foram executados no Windows 10 April 2018 Update.

PCMark 10

Nesta suíte a vantagem do Ryzen em overclock foi de apenas 6%.


3DMark Time Spy

Neste teste em DirectX 12 não houve diferença de desempenho. Apesar de ser da hoje antiga arquitetura Kepler, a GeForce GTX 690 segurou a onda muito bem.


3DMark Fire Strike

No popular teste em DirectX 11 também não houve diferença, indicando que mesmo na frequência padrão o Ryzen 7 1700 “sobra” para empurrar a GTX 690.


3DMark Sky Diver

Neste teste, que é menos exigente do que o Fire Strike, a diferença chegou aos 5%.


3DMark 11

No teste pioneiro em DirectX 11 a diferença não chegou aos 3%.


Cinebench R15

No índice de CPU (que usa todas as threads do processador) o ganho foi de respeitáveis 15%, enquanto que no single core foi de 5% e o OpenGL mal passou dos 2%.


CPU-Z

Os mesmos ganhos repetiram-se no CPU-Z, com 15% a mais com todas as threads e 5% em single thread.


7-Zip

Já o 7-Zip mostrou um ganho expressivo em single thread de 30%, com 11% com múltiplas threads.


Unigine Valley

Neste teste a variação mal passou do 1%.


Unigine Superposition

Aqui houve um literal empate.


V-Ray

Com o uso da CPU houve uma redução de 22% no tempo para renderizar a imagem, enquanto que com a GPU não houve variação, como era esperado.


Handbrake

Nesta ferramenta houve uma queda de 13% no tempo para encodar o vídeo (o primeiro episódio da série Band Of Brothers) em 1080p a 30 quadros por segundo.


Conclusão

Tendo em vista a sua relativamente baixa frequência de operação padrão, vale a pena fazer um overclock “de leve” no Ryzen 7 1700 apenas se você utilizar aplicações bastante dependentes da CPU, tais como a manipulação de vídeos e imagens, bem como a compressão e descompressão de arquivos.

Em outros cenários como jogos a vantagem é bem menos evidente, neste caso talvez seja mais interessante deixar o processador nos ajustes de fábrica para um menor aquecimento e nível de ruído. Claro que tudo depende muito da placa de vídeo instalada.

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