Core i7 7700K@5 GHz (grande coisa...)

Os Intel Kaby Lake para desktops somente serão lançados no ano que vem, mas alguns sites chineses já estão divulgando análises e mesmo benchmarks de amostras de engenharia do Core i7 7700K, o carro-chefe desta geração. Estas informações assim como as imagens foram compiladas pelo site Wccftech.



Os primeiros resultados divulgados dizem respeito à overclockabilidade (ótimo neologismo, não?) do 7700K. O processador atingiu 4,9 GHz com 1,29 V no VCore e 5 GHz com altos 1,49 V. Não achei grande coisa, uma vez que a frequência base do 7700K é de 4,2 GHz – com 1,49 V é capaz até do meu “velho” 3770K atingir 5 GHz, visto que ele chega a 4,7 GHz com 1,34 V.

Foram avaliados também alguns benchmarks, sendo que o mais popular é o Cinebench R15. O 7700K obteve 913 pontos na frequência padrão e 1071 pontos a 5 GHz, resultados que achei decepcionantes para dizer o mínimo. Neste benchmark o meu 3770K@4,7 GHz obtém 844 pontos, apenas 7% atrás do 7700K padrão e 21% do overclockado, uma diferença ridícula se considerarmos que há quatro gerações de distância entre eles!

Os resultados do 7700K no Cinebench R15


E qual conclusão podemos tirar disto? Que o mercado de processadores x86 precisa desesperadamente de mais competitividade para que a Intel não possa se dar ao luxo de lançar profusões de gerações e soquetes com ganhos apenas marginais - o AMD Zen é a nossa última esperança.

Que saudade dos tempos do Athlon, Athlon XP e Athlon 64, sem falar da Cyrix, NexGen e IDT.

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Comentários

  1. Estamos chegando perto dos limites do silício com os 10nm. Interessante com uma vimos uma corrida por mhz , seguida por uma corrida por entulhar mais núcleos em um mesmo chip. Já estamos vendo uma corrida para ver quem consegue diminuir o consumo elétrico. Servidores na nuvem agradecem se a Intel fizer um processador com desempenho semelhante ao que temos hoje, mas capaz de rodar 1 semana com uma pilha AA =D

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    1. A eterna promessa é que processadores ARM cheguem aos servidores, uma vez que existir padronização, ou seja, quando UEFI+ACPI for norma na plataforma. A ARM Holdings, junto com outras empresas (destaco a Red Hat), está levando esse objetivo adiante. Resta saber quando estará funcional o suficiente para a indústria abraçar a ideia e colocar produtos no mercado.

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    2. Para servidores concordo, mas o 7700K é um produto para desktops e workstations onde o consumo não deveria ser a principal preocupação. Mas se bem que com os preços caríssimos da energia elétrica aqui no huehuebr, talvez a Intel não esteja de todo errada... rsrsrs

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  2. Não Justifiiiiica.
    - Capiroto, Oswaldo.

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