Primeiras impressões do Ryzen 7 2700X em overclock na Asus Prime X470-Pro

Consegui alguns resultados bem interessantes no overclock com a nova placa-mãe Asus, não apenas do processador como também da RAM. Confira as minhas impressões.


Após uma longa maratona de testes de estabilidade com muitos travamentos e telas azuis, acredito que o overclock de melhor “custo x benefício” com esta combinação de placa-mãe e processador foi a mostrada abaixo: 4,3 GHz com 1,36 V de tensão, realmente muito bom para usar no dia-a-dia. 

Para efeito de comparação, com a minha antiga ASRock foi possível atingir 4,22 GHz com esta tensão, sendo que na casa dos 4,3 GHz ela requeria ao menos 1,4 V para ficar estável.


Como curiosidade até foi possível chegar a 4,4 GHz, mas somente com 1,45 V e ainda sem total estabilidade. Definitivamente não vale a pena torturar o 2700X desta forma.


Porém o resultado mais surpreendente obtido com a Asus foi o overclock da RAM. Eu utilizo dois módulos DDR4-2133 Kingston HyperX Fury de 16 GB dual rank (não há módulos DDR4 desta capacidade que sejam single rank) e notoriamente a controladora de memória dos Ryzen não se dá bem com tais módulos. Mas com a Asus consegui obter um número surpreendente: 3066 MHz com 1,36 V e temporizações 18-17-17-35, com o Command Rate em 1T. Muito bom!

Na ASRock o máximo que consegui atingir foi 2800 MHz.


Aproveitando o ensejo mostrarei um pouco do Setup da Asus Prime, que achei melhor acabado e mais completo que o da ASRock (e menos bugado também). Por outro lado, notem a profusão de funções decorativas de pouca utilidade prática que acabam inchando o tamanho do firmware, tais como o Qfan Control e o EZ Tuning Wizard.

A placa veio com a última versão do firmware da Asus e o AGESA Pinnacle PI 1.0.0.2a.


Esta aba é a que mais interessa para overclock. A opção DIGI+ VRM traz ajustes do regulador de tensão (tais como o Load Line Calibration e o tempo de resposta do circuito) e a Performance Bias promete melhorar o desempenho em alguns benchmarks populares tais como o Cinebench R15, porém não notei nenhuma diferença digna de nota.


Estas opções são comuns às placas AM4:


O monitor de hardware também permite regular a rotação das ventoinhas, como é de praxe:


As opções de boot. Ao contrário do firmware bugado da ASRock, neste é possível desativar completamente o CSM sem problema nenhum.


Em uma próxima postagem saem os benchmarks. Até! 😉

Comentários

  1. Eu tenho confiança total na Asus.
    Desde meu primeiro pc sempre foi MB asus. Era uma P2-99 com P3 800mhz, 512 de ram, e uma Gforce agp 64 mb, a qual usei até 2010 mais ou menos. Eu usava muito o Photoshop e Corel Draw e sempre teve um bom desempenho para a epoca.
    De nada adianta um bom processador em uma MB ruim.

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    1. Eu usei muitas placas Asus também. A única que eu tive algum problema foi com a A7V-E que usava com um Athlon Thunderbird, a qual pifou as portas PS/2. Aliás, esta era um problema crônico dessas placas (as A7V normais não tinham esse problema).

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  2. O problema e saber escolher a placa mae mais adequada, nem sempre a mais barata de uma marca é a mais recomendada, e isso vale para todas marcas ... Algo que sei que você sabe muito bem e nem precisaria falar é sobre pesquisar muito sobre a durabilidade e bugs de um modelo que pretende adquirir... Fiz isso e nunca tive dor de cabeça.

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    1. Eu sempre vejo o custo x benefício, e realmente nem sempre o mais barato é a melhor opção de compra.

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