Ubuntu, Nvidia e Wayland

Resolvi testar o novo Ubuntu 22.04 LTS, principalmente pela prometida integração entre o driver da Nvidia e o Wayland. E não é que eu gostei?


De um modo geral o comportamento do sistema com o driver proprietário da Nvidia em conjunto com o Wayland foi muito bom, sem problemas dignos de nota. A versão instalada do driver é a 515, a última feita pela Nvidia antes do anúncio da abertura do código-fonte.



Até então a minha ideia era manter um PC para trabalho com Linux e outro para jogos com Windows, mas por pura falta de tempo ando jogando cada vez menos e isso ficou inviável. Ver a (ainda) poderosa RTX 2080 Ti quase sempre ociosa era realmente complicado, até mesmo pois há softwares como o DaVinci Resolve que se beneficiam muito dos CUDA Cores.

O bom suporte do Ubuntu permitiu unificar tudo num único PC e fazer o movimento contrário – os poucos jogos que abro de vez em quando possuem versões nativas para Linux (como é o caso do Euro Truck Simulator 2) ou funcionam bem com o Proton (PES e F1 2021). E como a minha placa de captura pode ser operada via PCIE Passthrough, não há mais necessidade de ter o Windows instalado diretamente na máquina. Sem falar que a base do Ubuntu é o velho e bom Debian, então estou em casa.

Portanto não havia muito sentido em manter uma nova postagem com as especificações da minha máquina principal e assim a removi. As postagens anteriores devidamente atualizadas podem ser conferidas aqui.

A polêmica dos snaps

Aos que não sabem, o snap é um formato de empacotamento de softwares desenvolvido pela Canonical que pretende complementar os clássicos pacotes deb. Em muitos reviews que vi web afora esta era a principal crítica ao sistema, acima de quaisquer outros aspectos técnicos.

Isto só mostra o quão xiitas alguns entusiastas de Linux ainda são em pleno 2022. Não gosta dos snaps? Sem problema, é só não usar (a loja de aplicativos do Ubuntu oferece opções de pacotes em deb além dos snaps) e inclusive dá para remover completamente os mesmos do sistema sem grandes complicações, restaurando também a clássica loja de apps padrão do Gnome. A liberdade de escolha não é a tônica do software livre?

Vamos abrir a mente pessoal!

Comentários

  1. Um exemplo de "análise" que fala apenas dos snaps:

    https://www.youtube.com/watch?v=pMfqCzbSmQU

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