Unboxing e primeiras impressões: telefone esperto Moto G7 Play

O Moto G7 Play é um dos modelos mais baratos da Motorola/Lenovo, estando imediatamente acima da linha Moto E. Confira aqui se ele é uma boa opção de compra.


Eis a embalagem do Moto G7 Play:


Estas são as suas especificações técnicas:

  • Chipset Qualcomm Snapdragon 632:
    • CPU com oito núcleos rodando a 1,8 GHz, sendo quatro Kryo 250 Gold e quatro Kryo 250 Silver;
    • GPU Adreno 506.
  • 2 GB de RAM;
  • 32 GB de armazenamento interno;
  • Compatibilidade com cartões MicroSD de até 512 GB;
  • Tela de 5,7” IPS de 1512 X 720 (chamada de HD+ pela Motorola), com densidade de 294 ppi;
  • Câmera traseira de 13 MP e dianteira de 8 MP, ambas com flash;
  • Bateria de 3000 mAh;
  • Conectividade 2G/3G/4G, Wi-Fi (apenas 2,4 GHz) e Bluetooth 4.2;
  • Android 9.0 Pie.


O acabamento traseiro é de plástico, porém de qualidade bastante razoável, contendo o sensor de impressões digitais (é o que contém o logo da Motorola). O aparelho é bastante fino (apenas 8 mm de profundidade) e leve (pesa apenas 149 g), o que é uma boa para quem costuma carregar o celular no bolso da calça. Ele está disponível nas cores dourado e azul escuro.


Há um chanfro que contém o alto-falante, a câmera frontal e o flash que avança sobre a tela, na tentativa de dar um ar “premium” ao aparelho. O sistema operacional Android 9 conta com pouca personalização e softwares inclusos (os famosos bloatwares), como vem se tornando uma tradição da Motorola/Lenovo.

A duração da bateria é razoável, em uso normal dura o suficiente para você não ter que levar sempre o carregador junto: algo em torno de um dia.


Os acessórios são os básicos: carregador USB tipo C (não é Micro USB, vale frisar) e fone de ouvido no padrão P2. O fone é bem “feijão com arroz”, assim para quem quiser uma melhor qualidade de áudio recomendo usar outro fone - ao menos a Motorola não matou a velha e boa porta P2 de 3,5 mm.


Esta é a bandeja para até dois chips SIM e o cartão MicroSD. Ela é feita em um plástico flexível, assim é preciso um certo cuidado ao inseri-la no aparelho para que a mesma não dobre.


A câmera traseira de 13 MP é bastante razoável para fotos amadoras, porém sofre com a falta de luminosidade, o que é comum em aparelhos desta categoria de preço. Ela pode filmar em 1080p a 60 quadros por segundo ou em 4K a 30 quadros, o que é uma boa característica. A câmera frontal tem um nível de qualidade similar, porém sofre mais com a falta de luminosidade do que a traseira. Ela filma a até 1080p a 30 quadros.

Foto tirada com a câmera traseira do Moto G7 Play

Como curiosidade, o CPU-Z detecta a CPU como uma Kryo 260:


Sem nenhum outro aplicativo em execução além do próprio CPU-Z, há cerca de 700 MB de RAM disponíveis, o que é relativamente pouco.


Os números obtidos pelo Geekbench 4 são bem razoáveis para um aparelho de entrada. O seu índice single-core é muito superior ao do meu Moto G5S Plus, que conta com um Snapdragon 625, enquanto que o índice multi-core é equivalente.

De fato, em uma observação empírica que corrobora os números do Geekbench, o Moto G7 Play mostra respostas bem mais rápidas do que o meu G5S Plus, mesmo contanto com apenas 2 GB de RAM. É uma diferença muito perceptível.

Este é o bacana da tecnologia: um produto do segmento superior (dentro da linha Moto G, obviamente) de dois anos atrás é superado pelo básico atual.


Conclusão

O principal destaque positivo do Moto G7 Play é o chipset Snapdragon 632, o mesmo dos Moto G7 mais completos, que obteve bons números de desempenho e permite respostas sempre rápidas. As câmeras também são muito razoáveis, bem como a duração da bateria, e o Android 9 praticamente limpo é um outro ponto a favor. Também merecem menções positivas as dimensões compactas e o baixo peso do aparelho.

Os pontos negativos são a tela, que merecia ao menos ser de 1080p, e a RAM de apenas 2 GB. Não há dúvidas que foram nestes itens que a Motorola/Lenovo economizou: não há milagre.

Em suma, o Moto G7 Play é um modelo de entrada bastante honesto para a sua faixa de preço, em torno dos 800 bolsonaros (eu não pagaria mais do que isto por ele). É uma boa opção aos que querem um aparelho leve e compacto para um uso mais básico, como navegar na Web, usar redes sociais e ouvir música (desde que com outro fone), além de tirar selfies e fotos sem grande exigência de qualidade.

Para cenários além destes recomento tirar o escorpião do bolso e procurar modelos mais completos, de modo a poupar frustrações.

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