Pentium: a quinta geração dos processadores x86 (Parte 3 - A lendária placa mãe Asus P5A)

Nesta terceira parte sobre o nosso glorioso Pentium clássico, vou abrir um parênteses para demonstrar uma das placas Soquete 7 mais desejadas da época: a Asus P5A! Como sempre, desejo-lhes uma boa leitura!

Detalhe do famoso chip ponte norte Ali M1541 da Asus P5A

Mudança de placa mãe

Para continuar a avaliação do Pentium tive que mudar a placa mãe em função dos testes de performance, de modo a manter a mesma metodologia iniciada com a série de postagens sobre o Athlon. Até a postagem anterior eu havia utilizado a placa mãe BCM SQ591 que é baseada no chipset Intel 430VX - como esta placa e este chipset foram dois dos primeiros produtos lançados para a plataforma Soquete 7, eles suportam apenas pentes de memória SIMM de 72 vias e não possuem suporte ao AGP.

A Asus P5A

Conforme vimos no texto sobre o "barramento" AGP, ele inicialmente foi desenvolvido pela Intel e lançado com os primeiros chipsets para as placas Slot 1 para os processadores Pentium II. Seguindo sempre a sua filosofia da obsolescência programada, a Intel não lançou nenhum chipset com AGP para o Soquete 7. Felizmente outras empresas produtoras de chipsets perceberam esta lacuna e lançaram produtos compatíveis com o AGP para placas Soquete 7, que ganharam uma grande sobrevida em função das famílias de processadores K5 e K6 da AMD, bem como os 6x86 e MII da Cyrix, terem se mantido nesta plataforma. Como alguns destes processadores possuem suporte ao barramento frontal operando a 100 Mhz (contra os 66 Mhz que eram o padrão), as placas Soquete 7 capazes de operar nesta frequência são também chamadas de Super 7.

A Asus P5A conta com o chipset Ali Aladdin V projetado pela Acer Labs, considerado por muitos como o melhor chipset para Soquete 7 lançado. Em função disto, tanto a P5A quanto a sua irmã P5A-B (esta em formato Baby AT, enquanto que a P5A é ATX) são também consideradas por muitos como as melhores placas já feitas para a plataforma. Me lembro que na época (lá no início do ano 2000) eu jamais consegui comprar uma para usar com o meu K6-III pela grande procura... só fui conseguir matar a vontade de mexer em uma P5A somente agora, 14 anos depois! :-)

Detalhes da lendária Asus P5A

O chipset Ali Aladdin V é composto do chip ponte norte Ali M1541 e do ponte sul M1543C. O M1541 é compatível com o AGP na especificação 1.0 (2X e 3,3 V), que era a única especificação disponível quando o chipset foi projetado. Também oferece suporte ao barramento local de 100 Mhz (o que o torna um chip "Super 7") e a até 1 GB de RAM também na frequência de até 100 Mhz. O fato de adicionar suporte ao AGP foi o que tornou o Aladdin V tão desejado na época.

Detalhe do slot AGP 2X de 3,3 V (note o chanfro posicionado à esquerda)

Já o chip ponte sul M1543C possui suporte ao barramento PCI de 32 bits e 33 Mhz, ao barramento USB 1.0 e oferece duas portas IDE de até 33 MB/s (o chamado modo UDMA2). Ele também incorpora uma ponte PCI-ISA que o torna compatível com o barramento ISA de 16 bits. Isto foi um outro grande trunfo da P5A pois na época placas de expansão ISA (tais como fax-modems e placas de som) ainda eram bastante utilizadas. O suporte ao USB (então na versão 1.0) também é um grande diferencial deste chip.

Detalhe do chip ponte sul Ali M1543C e dos slots PCI e ISA

Como a P5A segue o padrão ATX, possui as conexões agrupadas no painel traseiro. Ela oferece o tradicional, da esquerda para a direita: portas PS/2 para mouse e teclado, duas portas USB 1.0, duas seriais, uma paralela, conectores de áudio analógico e sobre estes uma porta MIDI, muito usada na época para a conexão de joysticks.

Conexões do painel traseiro da Asus P5A

Montagem e funcionamento

Como sempre faço apliquei um pouco de pasta térmica no nosso querido Pentium de 133 Mhz - com uma tensão de alimentação de 3,3 V este processador esquenta razoavelmente.

Pentium instalado e com uma fina camada de pasta térmica aplicada

Em conjunto com o Pentium foram utilizados 512 MB de memória RAM de 133 Mhz rodando a 100 Mhz (dois módulos de 128 MB e um de 256 MB), placa de vídeo Nvidia GeForce3 Ti de 64 MB AGP 2X/4X, fonte ATX Thermaltake de 420 W, disco rígido de 20 GB e 5400 rpm (Maxtor 541DX), drive de CD-ROM, drive de disquete de 1,44 MB, teclado e mouse.

A lendária placa de vídeo Nvidia GeForce3 Ti

Placa de vídeo instalada

Entrando em funcionamento!

E não é que o conjunto ligou de primeira? Como sempre digo e em questão de hardware antigo, fico imensamente feliz quando isto acontece! Nergasm puro! :-)

Acho que poucos Pentium por aí rodaram com 512 MB de RAM...

Detalhe do chipset

É isto aí! Na próxima parte desde especial trarei alguns resultados dos testes e benchmarks do nosso querido Pentium. Até lá e espero que tenham gostado!

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Comentários

  1. Em 2000 tive uma Asus P5AB que com um HD 2,5GB Quantum Fireball EL, uma placa de video Creative 3d Blaster Banshee e o processador Amd k6-2 500 (com seu coprocessador matemático ruim e as instruções MMX pela metade dos da Intel) e o Windows 98 fazia muitos que tinham Pentium II e III (em placas mães Pc chips é claro) pirar de raiva em relação ao boot e execução rápida de muitos programa em meu conjunto. Realmente merecem o título de lendárias.

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    1. Sem dúvida eram placas excepcionais que marcaram época. Muito da má fama que os AMD K6 (injustamente) tiveram veio do fato de que eles quase sempre eram instalados nas problemáticas placas PC-Chips Super 7 (geralmente com algum chipset da SiS) e quem ficava com a fama de ruins eram os pobres processadores, que não tinham culpa alguma. Tive um K6-III 400 MHz e gostava muito deste processador na época, na verdade gosto dele até hoje! :p

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