Usando um Core 2 Quad Q6600 em 2021

Lançados em 2007, os processadores Core 2 Quad foram revolucionários na sua época e muitos os consideravam como sendo “future proof”, ou seja, com uma maior expectativa de vida útil. Será mesmo?


Se foi a AMD que trouxe às massas os processadores de dois núcleos (com o Athlon 64 X2) e os de oito núcleos (com o Ryzen 7), coube à Intel fazer o mesmo para os chips de quatro núcleos com os Core 2 Quad, principalmente no modelo Q6600 lançado no final da primeira década do século.

O lendário Core 2 Quad Q6600

Embora boa parte dos softwares não fossem otimizados para utilizar mais de um núcleo (e muitos deles até hoje não o são), muitos perceberam que ter quatro deles disponíveis melhorava muito a responsividade do PC em situações de multitarefa, quando diversos softwares estão em execução simultânea, sem falar dos serviços do sistema operacional.

Outro impulso neste sentido foi o lançamento do Windows 7 em 2009, que enfim marcou a popularização dos sistemas operacionais de 64 bits (x86-64) e derrubou o limite de 4 GB de RAM imposto pelos sistemas de 32 bits, o que favoreceu ainda mais a multitarefa nos PCs.

Mas e aí, como é usar um Core 2 Quad hoje em dia?

O Q6600 foi testado em conjunto com uma placa-mãe Asus P5QC, placa de vídeo GeForce GTX 1070, 8 GB de RAM DDR3-1333 e um SSD Kingston A400 (o novo discoringa).

Embora a relação de benchmarks mostre o Q6600 na lanterna, os benchs sintéticos muitas vezes não reproduzem a realidade. Este foi o caso aqui: com o Q6600 é perfeitamente possível usar o Windows 10 com absoluto conforto, principalmente se equipado com um SSD. Tarefas cotidianas como pacotes Office e aplicações Web vão muito bem.

O Q6600 sofre nos jogos mais dependentes da CPU como o Battlefield V, o F1 2020 e o GTA V, mas se a pessoa se contentar em jogar na casa dos 30 a 40 quadros por segundo não há problemas. Outros títulos como o Doom e o Warcraft III Reforged rodaram de boa.

Overclock

Se você ainda usa um Q6600 atualmente, há um ajuste relativamente simples que aumenta bastante o desempenho do processador com um baixíssimo risco, e que é suportado pela maioria das placas-mãe LGA 775. Basta aumentar a frequência do barramento frontal dos originais 1066 MHz (266 MHz QDR) para 1333 MHz (333 MHz QDR), o que resulta em 3 GHz na frequência do processador. Grande parte dos Q6600 consegue atingir isto com a tensão de alimentação original.

Antes de prosseguir, vale o aviso: não posso me responsabilizar caso algo dê errado, siga por sua conta e risco!

Além do aumento da frequência do chip, o desempenho é favorecido também pelo aumento da frequência do barramento frontal, uma vez que na plataforma LGA 775 tanto a RAM quanto o PCI Express são acessados através do barramento frontal.

Em média o ganho foi de 18%!

Por fim, podemos considerar que realmente os Core 2 Quad eram chips “future proof” na ocasião do seu lançamento há 13 anos, sem sombra de dúvidas. São realmente poucos os componentes de hardware que confirmam tal status após a implacável ação do tempo.

Os “Quadões”, como são popularmente conhecidos, merecem todo o nosso respeito e reverência.

Comentários

  1. Eu sou testemunha!!!!
    Ainda uso o meu 2 Quad Q9550, 2.83GHz - 1333MHz pra tudo.
    Paguei uns trinta dolares no Amazon!
    Tenho 1hdd e dois ssd.
    Varios games no Steam, editor de fotografia, etc.
    Na verdade não sinto necessidade de um upgrade.
    Deixei a configuração do processador no modo poupar energia quando em baixa utilização, e percebo que ele trabalha sempre abaixo do limite.
    Realmente esse processador fez historia!!!

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    Respostas
    1. Michael, nesse F1 2020, prestei atenção no volante e vi que além da tua habilidade me parece que voce tem um bom controle.
      Percebo pela precisão dos movimentos.
      Qual controle voce usa?

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    2. Com o meu controle, nem com treino consigo dirigir o GTA5 hahaha!

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  2. Enquanto isso sigo com o meu Core2Duo, rs. A crise tá brava.

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