Distros Comunas #4 – Canaima 6.1

Por fim a série Distros Comunas mostrará a distribuição oficial dos nossos vizinhos, a Venezuela.


Tendo como base o Debian com o Gnome, o Canaima é a distribuição oficial para uso nos PCs governamentais da Venezuela, que por determinação do tio Maduro devem dar preferência a soluções de software livre e de código aberto. A versão 6.1 avaliada aqui foi lançada em junho do ano passado com opções de kernel AMD64 e i386.

Para os testes foi criada uma máquina virtual no VirtualBox com dois núcleos para o processador, 4 GB de RAM e disco de 80 GB, sendo usada a versão AMD64. Por motivos óbvios de segurança e privacidade a máquina estava completamente isolada da Internet.

O instalador é o mesmo do Debian 9 sem qualquer personalização, que por sua vez é idêntico ao do Debian 10. O kernel empregado é o já antigo 4.9.


Prosseguimos com a seleção do idioma, localização e layout do teclado:




Como a máquina virtual está desconectada, não tenho uma “tarjeta” de rede:


Entramos com o nome da máquina e a senha de root, uma vez que o Debian utiliza esta senha para autenticação de comandos como o su e o sudo, ao contrário do Ubuntu.



Em seguida vamos configurar a conta de usuário:




A tela de particionamento do disco:



Optei por deixar a pasta home em uma partição separada:


O instalador criou automaticamente uma partição de cerca de 4 GB para o swap:



A cópia dos arquivos:


Não, não vou usar um repositório online:


Por fim, a instalação do GRUB e o término do processo:




Após reiniciar a máquina surge a tela do GRUB:


O primeiro boot não deu muito certo... como a mensagem fazia menção ao vmwgfx troquei a placa de vídeo da máquina virtual para a VBoxSVGA e o problema foi resolvido.


A tela de login:


A área de trabalho traz um tema levemente personalizado para o Gnome 3:


O navegador padrão é o Firefox 60 ESR:


Gerenciador de arquivos:


E a suíte office é o LibreOffice 5. Um recurso interessante do sistema é que em todas as caixas que envolvem digitação o teclado virtual é automaticamente ativado.


A loja de aplicativos:


O sistema mantém os repositórios oficiais do Debian:


A seleção de softwares é bastante interessante, com destaque aos de multimídia:


O painel de controle:


Finalizando, ao contrário das demais “distros comunas” já avaliadas pelo blog, o Canaima é o que menos se diferencia da sua distribuição de origem: basicamente ele é um Debian 9 com um tema modificado para o Gnome e outro papel de parede. Está mais para um Refisefuqui.

Espero que tenham gostado e até a próxima série!

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