O histórico dos meus celulares

Recentemente me dei conta de que uso aparelhos celulares há 19 anos, um período que talvez seja maior do que a idade de muitos dos leitores do blog. Entre no túnel do tempo e veja os modelos que eu já tive!

2000 – 2002: Nokia 5120

Nesta época ter um aparelho celular era uma verdadeira ostentação, tanto que comprei o 5120 de terceira mão pois precisava de um aparelho por motivos de trabalho.  A sua tela monocromática possui a resolução de 84 X 48 pixels e a tecnologia era a TDMA, com um detalhe importante: ele apenas recebia SMS! 😱

Pesando 137 gramas, um dos acessórios mais populares do modelo era um suporte em couro que ficava preso pelo cinto da calça. Outro acessório famoso, porém, que custava quase o mesmo valor do aparelho, era a bateria com vibracall, como era conhecida na época.


2002 – 2004: Nokia 5125

O 5125 é idêntico ao 5120, com apenas um acréscimo: ele podia também enviar SMS! Neste aparelho houveram duas evoluções para mim, visto que eu o comprei de segunda mão e nele eu consegui colocar a bateria com vibracall, uau! (Até rimou!).

Assim como o 5120, o 5125 é um verdadeiro tanque de guerra: esse celular caiu de um carro em movimento a cerca de 80 KM/H e a única coisa que aconteceu com ele foram pequenos ralados na capa frontal, que podia ser facilmente substituída. Isso sim é um aparelho raiz, bem diferente desses nutella de hoje em dia que trincam a tela só de chegar perto. Outra característica marcante destes aparelhos era a duração da bateria, que chegava facilmente a vários dias.


2004 – 2007: Motorola C115

Este foi o primeiro aparelho zero quilômetro que eu peguei, e também o primeiro com a hoje onipresente tecnologia GSM. A tela de 64 X 96 também é monocromática, porém conta com leds azuis (os do Nokia 5120/5125 eram verdes), o que dava um ar futurista na época!

Outra vantagem do C115 era o fato de ser muito mais compacto e leve (80 gramas), o que permitia colocá-lo no bolso da calça com muito mais conforto. E já vinha com vibracall! Enfim, é de uma época onde se acreditava que no futuro os celulares seriam cada vez mais compactos. Ledo engano...


2007 – 2011: Nokia 7373

No formato flip, com tela colorida (256 mil cores) de 2” na resolução 240 X 320, foi o melhor “upgrade” de celular que fiz em todos os tempos. Trazendo o sistema operacional Symbian S40, ele já tinha características que seriam padrão nos vindouros smartphones, tais como uma câmera de 2 MP (tenho fotos tiradas com ele até hoje), rádio FM, suporte a arquivos MP3 e AAC (inclusive para usar como toque), Bluetooth e conexão USB 2.0. Ele conta com 8 MB de memória unificada, que era dividida entre a RAM e o armazenamento, e fazia miséria com isso.

Foi o aparelho com o qual fiquei mais tempo e o que mais me deixou saudade, mas infelizmente também foi o meu último Nokia. A empresa não soube lidar com a transição para a era dos smartphones e acabou destruída comprada pela Microsoft, após um desastroso acordo de exclusividade para uso do Windows Phone e Mobile, que também fracassaram miseravelmente.


2011 – 2012: Apple iPhone 3GS

Foi o meu primeiro smartphone na correta acepção do termo, mas também foi um dos que eu menos gostei (gosto cada um tem o seu). Com tela de 3,5” e resolução de 480 X 320, trazia ainda 256 MB de RAM e 8 GB de armazenamento, com uma CPU Cortex A8 de 600 MHz. Ele veio com o iOS 4 e foi atualizado até o 6.1, muito embora tendo perdido performance com esta atualização.

Mas por que eu não gostei muito dele? Pelas limitações do iOS, sejam artificiais ou não, mesmo em relação ao antigo Symbian S40 que eu usava antes. Por exemplo, para definir um arquivo MP3 como toque (um recurso que eu valorizava muito na época! 😀) era preciso fazer uma gambiarra e não havia suporte para rádio FM, além da necessidade de usar o modorrento iTunes para copiar qualquer coisa para o aparelho. A câmera de 3,2 MP também nunca me convenceu e não era muito melhor do que a do Nokia 7373.

Acabei o doando para a minha então namorada (que hoje é a minha esposa) que o adorou e o usou por muito tempo, o que mostra que gosto é realmente algo muito pessoal.

Para evitar discussões desnecessárias, informo que não usei mais o iOS desde então e não sei se tais limitações continuam nas versões mais recentes (e estou com uma puta preguiça de pesquisar).


2012 – 2014: Samsung Galaxy SIII

Além de ser o primeiro Android, o Galaxy SIII foi o aparelho mais topo de linha e caro que eu já tive até hoje de longe, considerando o período. Ele representou uma evolução brutal em relação ao iPhone 3GS em todos os sentidos, trazendo uma CPU Cortex A9 de quatro núcleos rodando a 1,4 GHz (e GPU Mali-400), 1 GB de RAM e 16 GB de armazenamento, além da tela de 4,8” com resolução de 720 X 1280 (HD). A câmera traseira de 8 MP é muito boa até mesmo para os padrões atuais, permitindo tirar fotos e filmar com grande qualidade. As primeiras postagens do blog foram feitas com a ajuda dele.

Ele veio com o Android 4.0 e foi oficialmente atualizado pela Samsung até o 4.3. No geral foi um aparelho que eu curti bastante, as únicas coisas que eu não gostava dele era o TouchWiz, o antigo launcher da Samsung que prejudicava demais o desempenho do SIII, além do acabamento plástico que não resistia muito ao uso diário. Quando ele saiu da garantia instalei o finado CyanogenMod baseado no Android 4.4, o que deixou o aparelho fantástico pois a interface pura do Android melhorou muito o desempenho.

Infelizmente o Galaxy SIII não resistiu a uma queda.


2014 – 2016: Moto G2

Como o meu dinheiro não dá em árvore, é complicado comprar apenas topos de linha e assim parti para um modelo mainstream. Ele conta com um SoC Snapdragon 400 com quatro núcleos rodando a 1,2 GHz, 1 GB de RAM, 16 GB de armazenamento, tela de 5” HD (720p) e câmera traseira de 8 MP. Confira o review que eu fiz na época para mais detalhes.

Ele veio com o Android 4.4 e foi atualizado pelo fabricante até o 6, algo muito louvável tendo em vista o que acontece hoje. Um grande ponto positivo é que o Android usado pela Motorola é praticamente puro, o que proporcionava ao aparelho uma performance muito boa, ao contrário do que acontecia no Galaxy SIII com o TouchWiz.

Novamente um acidente abreviou a vida útil do aparelho.


2016 – 2018: Asus Zenfone 2

Em termos de desempenho, foi o melhor celular que tive até hoje. O Zenfone 2 traz o último produto mobile da Intel antes dela desistir deste mercado, o processador Atom Z3580 Quad Core de 2,33 GHz. Complementam a GPU PowerVR G6430 e generosos (para a época) 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento. A tela é de 5,5” 1080p e a câmera é de 13 MP, e para mais informações confira o review que fiz dele.

Foi um aparelho fantástico, as únicas críticas que eu tinha dele eram a duração da bateria (o Atom é mais “gastador” do que os Snapdragon) e o suporte do fabricante, uma vez que ele veio com o Android 5 e foi apenas até o 6. A saída da Intel do mercado mobile certamente foi um dos motivos para o final precoce do suporte, assim a culpa não é apenas da Asus.

Mais uma vez o meu lado desastrado aposentou o aparelho, senão eu provavelmente estaria com ele até hoje.


2018 – Presente: Moto G5S Plus

A versão mais bombada do Moto G5 foi a que me pareceu ser o melhor custo x benefício quando o comprei, muito embora as especificações sejam medianas: CPU Snapdragon 625 de oito núcleos e 2 GHz, GPU Adreno 506, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento. Conta ainda com tela de 5,5” 1080p e câmera traseira dupla de 13 MP (para maiores detalhes confira o review dele).

Assim como o Moto G2, o G5S Plus é um celular ok, mas que não se destaca em nenhum quesito. O desempenho é adequado, porém visivelmente inferior ao do Zenfone 2 principalmente nas aplicações single thread. O suporte da Lenovo/Motorola para este aparelho foi péssimo, uma vez que ele veio com o Android 7.1 e chegou apenas ao 8.1, sem qualquer chance de receber o 9 e muito menos o 10. Por outro lado, o acabamento em alumínio é excelente, digno de aparelhos bem mais caros.

Como estou cansado de gastar dinheiro para trocar de aparelho devido a ser meio estabanado, neste eu me rendi ao insosso kit de capa e película protetora. Porém o conector Micro USB está apresentando problema de mau contato crônico há algum tempo (dessa vez não é culpa minha!), vamos ver por quanto tempo vai resistir.


E qual será o meu próximo aparelho?

Tudo depende de quanto tempo o Moto G5S Plus vai durar, e quais serão as opções disponíveis quando ele bater as botas. Se eu fosse comprar um novo aparelho hoje, provavelmente ficaria entre os Samsung Galaxy ou os novos Zenfones. Mas tudo pode mudar.

Por fim, o mais incrível desta história toda é que estamos falando de dezenove anos apenas, e não de cinquenta. A velocidade da evolução tecnológica é realmente impressionante.

Comentários

  1. Olhando as postagens me fez viajar no tempo, do Nokia 5180 ao atual Moto G6 Play, passando por Motorola C350, alguns Nokia que não me recordo o modelo, Motorola C115, um MP7 da Foston (sim, as vezes fazemos péssimas escolhas, rs), Sony Ericsson W200, Nokia C3-00, Nokia E5, Moto E2 Play, Moto G4 Play e parando no Moto G6 Play. De todos o pior foi o Foston, afinal era modinha ter os MP da vida. O melhor fica difícil dizer, mas em termos de resistência eu escolheria o Nokia E5. Mas atualmente estou feliz com o Moto G6 Play.

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    1. O meu pódio ficou assim:

      1 - Nokia 7373
      2 - Zenfone 2 (pena que a Intel saiu do mercado, o Atom era um produto com muito campo para evoluir)
      3 - Galaxy SIII

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  2. Eu tive um mais antigo que o seu!!! Kkkk
    Pena que não me lembro qual era o modelo. Eu por outro lado costumo ficar vários anos com cada modelo. Um deles, quando ia fazer uma ligação, eu me escondia igual a um agente secreto atras do poste para ninguém rir do meu celular.
    É incrível como antigamente eu usava muito o celular para fazer ligações, e hoje em dia, uso meu smartphone pra tudo, menos para ligações telefônicas. Tenho o antigo iPhone 6 há já 5 anos (sem nenhum arranhão! Kkkk), e no meu caso, ele sempre me serviu muito bem como um pequeno computador portátil, principalmente para navegar na internet e email, editar fotos, etc. Mas embora ele comece a sentir o peso da idade, ainda continuará em uso por um bom tempo. Depois disso quem sabe outro iPhone ou um Galaxy ou o que for mais vantajoso na época.

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    1. Os mais antigos que eu tive (até o Nokia 7373) troquei quando a bateria arriou, essas baterias mais antigas "viciavam" muito mais facilmente dos que as atuais.

      Os mais novos foram trocados por eu ser desastrado, visto que a troca da tela é um serviço caro e que nunca fica 100%. A única exceção foi a troca do iPhone 3GS.

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