Rebuild #4: God Of Thunder (Parte 5 – Upgrade para a GeForce 3 Ti)

Dando uma renovada na série Rebuild #4 mostrarei um upgrade que eu fiz na época, quando substituí a GeForce 4 MX440 por uma GeForce 3 Ti. Será que foi mesmo um upgrade?


Fazendo uma retrospectiva da quarta temporada da série Rebuild, na primeira parte foram apresentados os componentes, na segunda foi mostrada a montagem, na terceira estão os benchmarks e na quarta mandei ver um overclock maneiro. Qualquer coisa, confira lá!

É mesmo um upgrade?

Quem olhar apenas os nomes dos modelos pode julgar que na verdade seria um “downgrade”, afinal eu saí de uma GeForce 4 para uma 3. Porém a GF3 conta com um recurso que a GF4 MX não conta (que nesta série está presente apenas nas GF4 Ti): o suporte ao então inovador recurso Pixel Shader introduzido com o DirectX 8. Falarei mais sobre este recurso adiante.

Aqui vemos a linda GeForce 3 Ti 200 de 64 MB fabricada pela Asus:


O chip GeForce 3 (codinome NV20) foi o primeiro chip gráfico totalmente compatível com o DirectX 8 e a grande inovação introduzida chamada de Pixel Shader, possível pelo uso de unidades programáveis chamadas de nFinite FX Engine pela Nvidia. Este recurso permitia maior realismo aos gráficos, principalmente em efeitos de transparência.


Houveram três modelos das GeForce 3, que diferiam apenas pelas frequências do chip gráfico e da interface com a VRAM, que opera sempre em 128 bits em todos os modelos. O mais poderoso é a Ti 500, que roda a 240 MHz no chip e 250 MHz na VRAM, seguido pela Ti padrão (200/230) e pela Ti 200 (175/200). Todas usam o barramento AGP 4X.


O meu exemplar da GF3 fabricada pela Asus estava com a pequena ventoinha inoperante, que não voltou a funcionar nem após uma lubrificação (método que usei para reviver a ventoinha da GF4 MX440), provavelmente o motor da mesma queimou.

Desta forma, para não deixar o chip NV20 sem refrigeração tive que fazer uma modificação na placa e adaptei uma ventoinha de um cooler para processadores soquete 7:


A fixação ficou perfeita:


Aqui instalada na placa-mãe Asus A7V133-C em conjunto com o poderoso Athlon Thunderbird. A GF3 agora é uma placa dual slot! 😎


Conectando o plugue de alimentação da ventoinha:


Positivo e operante!


As imagens abaixo mostram alguns exemplos do Pixel Shader gerados pelo 3DMark 2001 SE – as GF3 foram as primeiras placas capazes de rodar este teste.


Notem principalmente os efeitos da água: hoje pode parecer que não é nada demais, mas na época foi uma pequena revolução! É como se fosse o Ray Tracing daqueles tempos!


Como curiosidade, o 3DMark 2001 SE detecta as GPUs compatíveis com o Pixel Shader como “D3D Pure Hardware T&L”.


Aqui vemos as informações da placa pelo driver da Nvidia:


Lembro-me que na época eu modifiquei a BIOS dela para deixar com as frequências da GF3 Ti padrão (200/230 MHz). A placa funcionou assim durante anos sem qualquer problema.


Mas vamos aos testes! Selecionei apenas aqueles que são dependentes do subsistema gráfico e todos os comparativos estão na página de benchmarks clássicos. Aqui me focarei em uma comparação direta entre a GeForce 3 Ti e a GeForce 4 MX440, uma vez que o restante da configuração é a mesma:

  • Athlon Thunderbird 1200 @ 1350 MHz;
  • Asus A7V133-C (Via KT133A);
  • 256 MB de RAM PC133;
  • Disco rígido Quantum Fireball Plus AS de 60 GB;
  • Fonte de alimentação Thermaltake Purepower de 420 W.

Eis os resultados:

Teste GF4 MX440 GF3 Ti Diferença
3DBench 1.0c (FPS) 435,1 620,1 29,83%
Chris´s 3D (Score) 761,6 1015,9 25,03%
Doom (Demo 2 – 320 X 240 – FPS) 164,3 175,5 6,38%
Doom II (Demo 2 – 320 X 240 – FPS) 223,7 239,0 6,40%
Quake (Demo 2 – 320 X 240 – FPS) 191,6 211,5 9,41%
GLQuake (Demo 2 – 640 X 480 – FPS) 317,6 * -
3DMark 99 Max (Score) 8753 7227 -21,12%
3dMark 2000 (Score) 6469 6134 -5,46%
Quake II OpenGL (Demo 2 – 640 X 480 – FPS) 238,5 * -
Quake II OpenGL (Demo 2 – 640 X 480 – FPS) 139,2 139,6 0,29%
UT 99 OpenGL (City intro – 640 X 480 – FPS) 68,3 67,7 -0,89%
3DMark 2001 SE (Score) 4443 5489 19,06%
UT 2003 (Flyby – 800 X 600 – FPS) 84,8 94,3 10,07%
UT 2003 (Botmatch – 800 X 600 – FPS) 36,4 37,1 1,89%

A GF4 MX440 somente saiu-se melhor nos benchmarks para DirectX 6 (3DMark 99 Max) e DirectX 7 (3DMark 2000), enquanto que nos demais testes a GF3 Ti saiu-se melhor (com destaque para os testes em MS-DOS como o Doom, 3DBench e o Chris´s 3D, além do 3DMark 2001 SE que é em DirectX 8), além de alguns empates técnicos (diferença inferior a 3%).

Os resultados do GLQuake e Quake II com a GF3 Ti estão com um asterisco pois, devido a algum motivo que não descobri, eles deram um resultado cravado nos 75 FPS, o que não faz nenhum sentido. Verifiquei se o V-Sync estava ativado tanto nos jogos quanto no driver (não estava) e tentei reinstalar ambas as aplicações, além de reinstalar o driver de vídeo, sem sucesso.

Enfim, acredito que este seja um bom capítulo final para a saga do clássico Athlon Thunderbird, uma vez que a GeForce 3 é um produto que igualmente marcou época e que usei durante um bom tempo. Até a próxima temporada da série Rebuild!

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