Projeto HTPC Discreto (Parte 3 – Benchmarks)

Chegou a hora do novo HTPC passar pelo crivo da suíte de benchmarks do blog. Confira como ele se saiu!


A imagem de abertura desta postagem mostra o Fire Strike Extreme (DirectX 11, 1440p) rodando no HTPC Discreto. Realmente, a Radeon R9 270X não foi feita para isto, mas como a minha TV é uma simples Full HD então está de boa.

Antes de prosseguirmos, mostrarei as informações de alguns componentes: o Ryzen 5 1400, a placa-mãe Asus Prime A320M-K e a já citada Radeon R9:




Vale lembrar que os componentes foram apresentados na primeira parte da série, enquanto que a montagem foi abordada na segunda. Mas vamos aos testes!

No 3DMark Time Spy (DirectX 12, 1440p) o bicho também pegou para a Radeon R9, mas novamente, esta não é a aplicação para a qual ela será destinada.


Já no Fire Strike padrão (DX 11, 1080p) o conjunto saiu-se bem melhor:



Em compensação, no Sky Diver que é um pouco menos exigente (mas também roda em 1080p) o HTPC Discreto mandou muito bem!


Infelizmente o comparativo on-line desse teste não funcionou de jeito nenhum. Problema nos servidores da Futuremark.


No PCMark 10 o resultado também foi bastante aceitável:


Overclock da RAM

Como nas placas A320 não é possível fazer overclock do processador (o que também não é necessário para este projeto), decidi ver o quanto dava para subir a RAM, até mesmo pois os Ryzen costumam responder bem ao aumento desta frequência.

O máximo que consegui atingir com estabilidade nos módulos Crucial Ballistix foi de 2.733 MHz, mantendo os timings originais. Para isto foi necessário um leve aumento da tensão de alimentação dos módulos para 1,23 V (a tensão original é de 1,2 V).


A tabela abaixo mostra todos os resultados do rol de benchmarks do blog compilados:

Teste DDR4-2400 DDR4-2400@2733 Diferença
PCMark 10 (Score) 4193 4189 -0,10%
3DMark Time Spy (Score) 1881 1886 0,27%
3DMark Fire Strike Extreme (Score) 2956 2936 -0,68%
3DMark Fire Strike (Score) 6156 6175 0,31%
3DMark Sky Diver (Score) 16944 17063 0,70%
3DMark 11 (Score) 8554 8577 0,27%
Cinebench R15 CPU (CB) 692 695 0,43%
Cinebench R15 CPU Single Core (CB) 127 128 0,78%
Cinebench R15 OpenGL (FPS) 77,04 79,75 3,40%
CPU-Z Multi Thread (Score) 1996,2 1995,0 -0,06%
CPU-Z Single Thread (Score) 369,2 367,8 -0,38%
7-Zip Multi Thread (MIPS) 27090 26994 -0,36%
7-Zip Single Thread (MIPS) 3505 3526 0,60%
Unigine Valley (Score) 1409 1416 0,49%
Unigine Superposition (Score) 4327 4332 0,12%
V-Ray CPU (Segundos) 193 193 0,00%
Handbrake (Segundos) 816 792 -3,03%

Como neste caso o overclock da memória não trouxe qualquer vantagem, manterei os módulos operando nas especificações originais.

Quanto ao comparativo com os demais conjuntos já testados pelo blog, o Ryzen 5 1400 se mantém confortavelmente à frente do FX e do Phenom II nos testes de processamento, enquanto que nos que usam mais intensivamente a GPU a Radeon R9 270X não pode ser comparada às demais GPUs já testadas.

Um paralelo interessante pode ser visto em relação ao Core i7 7700HQ do meu notebook Samsung Odyssey, uma vez que ambos possuem 4 núcleos e 8 threads, além de uma frequência bem próxima (2,8 - 3,8 GHz para o Intel e 3,2 – 3,4 GHz para o AMD). Nos testes que não usam a GPU eles ficaram sempre muito próximos, o que para mim foi uma agradável surpresa em favor do Ryzen. 

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