O primeiro SSD ninguém esquece

Sempre que me perguntam qual o melhor upgrade possível para um PC, respondo sem medo de errar: um SSD. Depois que você usa um, nunca mais vai querer ficar sem e se perguntará como pôde viver tanto tempo sem ele.


Eu tive esta sensação em 2011 quando comprei este Corsair F115 de 115 GB, cujas especificações básicas são as seguintes: taxa de transferência de 280 MB/s para leitura e de 270 MB/s para escrita, interface SATA-300 e chips flash NAND MLC. 

Não encontrei em lugar nenhum o TBW dele (a quantidade de dados que podem ser gravados sem que haja degradação de performance, em TB), mas digo uma coisa: ele está em uso há sete anos sem qualquer sinal de degradação. Assim, posso afirmar sem medo de errar que não precisamos ficar paranoicos para evitar gravações de dados em SSDs, ainda mais nos modelos recentes.

Quando eu o instalei no meu PC (na época era um Core 2 Quad Q6600) fiquei de queixo caído com a nova responsividade do sistema. Além das taxas de transferência, a grande vantagem dos SSDs é o tempo de acesso, que por não dependerem de partes móveis é praticamente instantâneo.


Claro que, no caso de um upgrade, outras variáveis devem ser consideradas. Por exemplo, um SSD em um PC com pouca RAM poderá não produzir o mesmo resultado. Mas de um modo geral, se o PC ainda fazer uso de um disco mecânico para o sistema operacional não pense meia vez e compre um SSD - um modelo de 120 GB está de bom tamanho para o sistema operacional e as aplicações. Deixe o disco mecânico apenas para o armazenamento de dados.

O bravo Corsair F115 continuará em atividade e agora equipará o meu velho e bom MacBook White Mid 2009, substituindo o Sandisk SSD Plus. Como o Sandisk é mais novo (SATA-600), será melhor aproveitado em um equipamento mais recente.


Comentários

  1. Realmente a diferença é notória e marcante. Comprei o meu primeiro SSD ontem, um Kingston A400, de 240 GB. Com ele consegui dar uma sobrevida no meu Thinkpad T400. A única ressalva é a conexão Sata do meu Think ser do tipo Sata-II, e a unidade suporta o Sata-III. Dei até uma chance ao Windows 10 nesse arranjo, e por enquanto o desempenho se mostra satisfatório. SSD é vida :D

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    1. Sem dúvida. Como escrevi no texto, é também o tempo de acesso que favorece os SSDs, assim mesmo com uma interface SATA 2 é possível obter um ganho significativo.

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  2. Meu problema com SSD é o preço. Em 2010 ou 2011 comecei um projeto de montar um pequeno PC Atom. Um SSD estava nos meus planos, até descobrir o preço... O PC existe e funciona ainda hoje como um pequeno servidor, só que acabou com um HD de notebook.
    .
    Em 2015, quando comecei a conceber meu atual PC de produção, o mesmo problema voltou a ocorrer.

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    1. Realmente o custo por GB ainda é um fator restritivo do uso dos SSDs.

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  3. Recentemente comprei o meu primeiro ssd, um HP que tem boa durabilidade mas é lento, e hoje vi no mesmo site (neweeg) um samsung evo por uns cinco dolares a mais.
    De qualquer forma, sei que o tempo de acesso do HP é bem superior a um hd.
    E como passatempo, achei um ssd ide de 32 gb. Vou comprá-lo e colocá-lo no meu velho mmx 233 e ver como se comporta. Como essas placas antigas reconhecem apenas até 32 gb, foi sorte encontra-lo.
    Atualmente tem instalado um hd de 20 gb sendo que o crystal disk identificou um problema.

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    1. SSD IDE? Que raridade! Show! Qualquer hora dessas vou testar esses adaptadores SATA - IDE para ver se realmente funcionam.

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