Pentium: a quinta geração dos processadores x86 (Parte 4 – Testes de Desempenho)

Em mais um texto sobre o Pentium, mostrarei alguns resultados de desempenho obtidos bem como a sua utilização no dia-a-dia em diversas situações, e também o uso em conjunto com sistemas operacionais modernos. Será utilizada a mesma metodologia proposta inicialmente com a avaliação do Athlon 600. Vamos nessa! :-)

Detalhes do processador Pentium 133. Note que o CPU-Z identificou o tipo de soquete errado

Configuração 

Na placa mãe Asus P5A quase toda a configuração é feita através de jumpers, como a frequência do barramento local (que no caso do Pentium é de 66 MHz), o multiplicador (2X) e a tensão de alimentação do processador (3,3 V). É bom lembrar que o chipset Ali Aladdin V não permite ajustar uma frequência diferente para a interface com a memória RAM, que operará sempre na mesma frequência do barramento local, no caso 66 MHz. No Setup da placa são configuradas as demais opções mais comuns, como a temporização dos módulos de memória, disco rígido e a sequência de boot, entre outras opções.

Instalação do sistema operacional

Para a instalação do sistema operacional o disco rígido Maxtor 541DX de 20 GB foi dividido em duas partições, uma de cerca de 8 GB (unidade C:) e outra com o resto do espaço (D:). Apenas para recapitular, o restante do hardware consiste em 512 MB de RAM e em placa de vídeo Nvidia GeForce3 Ti de 64 MB AGP operando no modo 2X.

Detalhes da placa mãe Asus P5A

A instalação do Windows XP levou quase duas horas e após a sua conclusão a unidade C: foi desfragmentada. O Pentium de 133 Mhz leva pouco mais de dois minutos para inicializar este sistema operacional, considerando quando a área de trabalho fica disponível para uso, conforme podemos ver no seguinte vídeo:


Como curiosidade tentei também instalar o Windows 7 (!) na unidade D:. A primeira parte da instalação ocorreu sem problemas (apesar da lentidão) mas ao reiniciar o equipamento para a conclusão do processo é apresentada sempre a mesma Tela Azul da Morte mostrada abaixo. Como este código de erro exibido remente ao hardware, provavelmente o processador não possui algum recurso necessário para o sistema operacional funcionar.

Tela Azul da Morte que ocorre quando tenta-se instalar o Windows 7 no Pentium 133

Overclock

Sim, em até um simples Pentium 133 é possível fazer overclock! Sem grande esforço e sem qualquer alteração na tensão de alimentação foi possível deixa-lo operando a 150 MHz com estabilidade. Para isto, apenas aumentei a frequência do barramento local de 66 para 75 MHz, que em conjunto com o multiplicador 2X gera a frequência de 150 MHz para o processador.



Pentium 133@150

Como a frequência do barramento local foi aumentada, todo o restante do sistema também é afetado: o AGP e o barramento de memória vão de 66 para 75 MHz e o PCI vai de 33 para 37,5 MHz. Caso não haja problema de estabilidade o aumento da frequência do barramento local sempre é a melhor opção para fazer overclock, em termos de ganho de performance.

Tentei também aumentar a frequência do barramento local para 83 MHz (resultando em uma frequência de 166 MHz para o processador) porém o sistema não ficou estável e apresentou uma Tela Azul da Morte já durante a carga do Windows.



Pentium 133@166: infelizmente não ficou estável

Operação e Testes

Com certa paciência é possível trabalhar no Windows XP em conjunto com um Pentium 133 sem grandes problemas. A única ressalva é que grande parte dos comandos do sistema operacional são capazes de levar o processador a 100% de utilização, e quando isto acontece tudo para até a conclusão do comando. Como disse, ter um pouco de paciência é requisito obrigatório... :-)

No Windows XP a utilização do processador fica quase todo o tempo em 100%

Os softwares utilizados foram o Super Pi e o Sandra 2012 SP5. Infelizmente os 3DMark 2000 e 2001 SE não rodaram pois necessitam de um processador com tecnologia MMX.


O Super Pi mede o tempo para o cálculo do Pi para um determinado número de casas decimais - no teste foi utilizado 1 milhão de casas decimais ou 1M. Para termos uma ideia de como o hardware evoluiu nos últimos anos, o meu Core i7 2600K com overclock faz este cálculo na casa dos 8 segundos!

O Sandra Arithmetic mensura a performance da unidade de ponto flutuante (o coprocessador matemático), o Multimedia mede a performance com aplicações multimídia (tais como a manipulação de imagens) e o Memory Bandwidth calcula a banda de dados do barramento de memória. Logicamente que não faz sentido comparar um Pentium 133 com um Athlon 600 – os resultados estão juntos pois concentrarei nesta tabela todos os processadores testados aqui no Blog, para efeito de ilustração.



Convém muito mais comparar os resultados obtidos em overclock: rodando a 150 Mhz o Pentium teve desempenho 9% superior no Super Pi, 14,6% superior no Sandra Arithmetic, 13,7% no Multimedia e 11,7% no Memory Bandwidth, isto com um aumento de 12,7% na sua frequência de operação.

Um grande abraço e fiquem com as cenas dos próximos capítulos do Pentium, onde abordarei a sua grande revisão: o Pentium MMX. Até lá! :-)


Próximo:

Pentium: a quinta geração dos processadores x86 (Parte 5 – Instruções MMX e mais testes de desempenho)

Anterior:

Pentium: a quinta geração dos processadores x86 (Parte 3 - A lendária placa mãe Asus P5A)

Veja também:
Athlon: quando a AMD deixou para trás o complexo de vira-lata (Parte 3 - Desempenho)

Comentários

  1. A tentativa com o Windows 7 foi com a versão 64?

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    1. Talvez alguma instrução que o sistema requeira e o processador não possua, e aí não há milagre... hehe. Mas bacana, ver o valente rodando o XP.

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