Nesta postagem bônus mostrarei um pouco do funcionamento do PC Ultimate Seven com o Debian 13 e a interface Cinnamon.
Como interface gráfica optei pelo Cinnamon só para variar, pois nunca cheguei a usá-lo muito e também as minhas duas outras máquinas com o Debian 13 já rodam o KDE e o Gnome.
Grosso modo, o Cinnamon é quase como se fosse um KDE desenvolvido em GTK. Ele nasceu devido à insatisfação de alguns desenvolvedores do antigo Gnome 2 com os rumos que o projeto estava tomando a partir da versão 3. Esta é a área de trabalho (clique na imagem para ampliar):
A versão presente no Debian 13 é a 6.4. Ao menos nesta versão o suporte ao Wayland ainda é experimental e bem instável (mesmo usando o driver Nouveau presente no kernel para a GPU e não o proprietário da Nvidia), assim temos que recorrer ao velho X11.
O driver proprietário da Nvidia pode ser instalado sem grandes problemas seguindo o guia no Debian Wiki. A versão que acompanha o sistema é a 550, que teoricamente não teria problemas com o Wayland.
Um dos melhores acessórios do Cinnamon são as configurações do sistema, que permitem personalizar e ajustar praticamente tudo. Realmente, é quase um KDE neste aspecto.
O gerenciador de arquivos é o Nemo. O sistema roda muito liso neste PC, mesmo usando o X11.
Resolvi avaliar brevemente o desempenho do conjunto com alguns jogos. Eu ando bem afastado das últimas novidades do mercado de jogos para PC, assim testei aqui com os dois últimos que comprei sempre na resolução de 1080p com os ajustes gráficos em níveis intermediários, sem firulas como Ray Tracing até mesmo pois a GeForce GTX 1660 não tem suporte.
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| No Linux o Steam é seu amigo |
No GTA V Enhanced o desempenho foi muito bom, sempre em torno dos 90 a 100 quadros por segundo (clique nas imagens para ampliar).
O mesmo pode ser dito do último Resident Evil 4, que ficou entre 60 e 70 quadros por segundo. Por algum motivo o monitor de desempenho do Steam não conseguiu ler corretamente o uso da placa de vídeo.
Por hoje é só, pessoal. Até o próximo projeto!












O compositor do Cinnamon, o Muffin, é um fork precariamente mantido do Mutter do GNOME. Suporte ao Wayland no Muffin é ruim. O driver da Nvidia a partir da versão 555 tem o explicit sync e requer que os componentes principais da pilha gráfica implementem o protocolo linux-drm-syncobj-v1 (https://wayland.app/protocols/linux-drm-syncobj-v1#compositor-support). A experiência Wayland no GNOME e KDE é bem superior com Nvidia, entre outras razões, porque Mutter e KWin implementam esse protocolo. Aqui tem uma discussão sobre isso: https://www.clubedohardware.com.br/forums/topic/1727115-desempenho-de-jogos-windows-vs-linux/#findComment-8918880 .
ResponderExcluirÉ uma infelicidade uma distribuição popular como o Mint usar um compositor deficiente, enquanto o Mutter e o KWin estão quase num mundo Wayland-only.
Dizem que o Cinnamon 6.6 que vem no último Mint (o 22.3) está bem mais estável no Wayland... qualquer hora dessas acho que vale a pena testar ele.
ExcluirSem linux-drm-syncobj-v1, sempre haverá problemas com o driver da Nvidia. Foi implementado no Mutter 46.1(abril de 2024) e KWin 6.1 (junho de 2024) e até hoje não deu as caras no fork precariamente mantido do Mint.
ExcluirPois é, esse é um dos efeitos colaterais da filosofia do software livre... ficar reinventando a roda.
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