Os polêmicos requisitos de sistema do Windows 11

A Microsoft enfim divulgou quais serão os requisitos para rodar a próxima versão do Windows, o que gerou um grande bafafá Web afora. Deixo aqui a minha opinião, além de mostrar a ferramenta de checagem de compatibilidade.

Eis os requisitos mínimos de sistema oficiais:

  • Processador x86-64 de dois núcleos e 1 GHz de frequência;
  • GPU compatível com o DirectX 12 e com drivers WWDM 2.X;
  • 4 GB de RAM;
  • 64 GB de espaço em disco;
  • Monitor de 9” com resolução de 1366 X 768;
  • Firmware UEFI com suporte ao Secure Boot e ao TPM 2.0.

Os meus pitacos

  • Processador: nada muito abusivo aqui, e, sinceramente, já está na hora dos sistemas operacionais de 32 bits descansarem em paz.
  • GPU: mesmo as “antigas” GeForce GTX 400 (Fermi) e as Radeon HD 7000 (GCN) possuem suporte ao DirectX 12. Então está de boa.
  • RAM e armazenamento: nada de outro mundo.
  • UEFI e secure boot: concordo que chegou o momento de aposentar os firmwares de legado pelas suas inúmeras limitações, e o secure boot já está entre nós desde o Windows 8. 
  • TPM 2.0: aqui o bicho pega. O TPM (tensão pré-menstrual Trusted Platform Module) é um recurso de criptografia presente nas placas-mãe que pode ser implementado em um chip discreto ou no próprio firmware, com a função de fortalecer a segurança do sistema operacional na sua inicialização e no gerenciamento de senhas. O problema é que mesmo muitas placas recentes (de 3 a 4 anos atrás) não contam com o TPM 2.0.

A Microsoft não afirmou categoricamente se o Windows 11 de fato não funcionará em equipamentos fora dos requisitos, mas muito provavelmente haverá formas não oficiais de contornar isto.

Verificação de compatibilidade

A empresa liberou um pequeno software (role até o final da página, ao item “Prepare-se”) para testar se o PC atende ou não aos requisitos. Para a minha surpresa, segundo o aplicativo nem mesmo o poderoso Black Power NG é compatível! 😱

WTF?

A solução encontra-se em um ajuste no setup da placa-mãe. No caso das placas AM4, o TPM 2.0 está implementado diretamente no AGESA e é ativado ao habilitar a opção “Firmware TPM”:

Após este ajuste o TPM 2.0 foi reconhecido:

E agora o meu PC é compatível com o Windows 11. Oba!!!!!!!!! 

Já no meu notebook Samsung Odyssey (Core i7 7700HQ, 16 GB de RAM e uma GTX 1060 dedicada) comprado em 2018 o software acusa incompatibilidade mesmo com o TPM 2.0 presente. Duh.

Segundo a Microsoft o novo Windows será lançado no final de 2021 e terá apenas uma grande atualização anual, contra duas do Windows 10 (o que sempre achei um exagero). Ele será gratuito para usuários do 10, mas quem está no 7 ou 8.1 poderá primeiro atualizar para o 10 e depois para o 11.

Em tempo, o novo programa de beta testers não remunerados Windows Insider será lançado na semana que vem. Tio Nadella, estou aqui! 😁

Comentários

  1. Por causa disso descobri que minha placa-mãe não tem Secure Boot. É uma Gigabyte H110M-S2PV socket 1151 para 6a/7a geração. Ela tem UEFI, tem o Intel PTT que habilita o TPM 2.0, mas o Secure Boot nada. Como essa placa chegou na minha mão via doação de um amigo que fez upgrade para um Ryzen, fico feliz de não ter dado dinheiro para a Gigabyte, que não colocou uma função básica no UEFI dessa placa. O resto dos requisitos aqui tem de sobra, pena que isso faltou.

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  2. É uma boa notícia para o pessoal do pinguim, que já deve estar soltando rojões!

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    1. O Linux é imbatível para dar uma sobrevida a hardware antigo, isso é fato.

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    2. Migrei de vez para o Linux quando a MS deixou de apoiar o Win7.

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  3. Os requerimentos estão muito altos. Sou a favor de elevar o ponto de corte para, digamos, algo lá pelos Haswell/Piledriver. Até o ecosistema Linux está se movimentando nesse sentido.

    Contudo, nessa compilação inicial do Windows 11, nem a primeira geração dos Ryzen é suportada pelo que li. Sério???

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    1. Ainda não testei, mas parece que sim.

      Pelo que a MS anda dizendo o 11 vai rodar nesses sistemas, mas ela não garante a estabilidade e segurança do SO nestes casos.

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  4. É, ficou mais longe eu ter um pc com Windows 11.
    Vou continuar com meu pc antigo windows/Linux, juntar um dinheirinho, e como gostei do visual do 11, futuramente talvez compre um Apple. 😉

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    1. Eu até tenho vontade de ter um Apple M1, mas aqui na Bozolândia é impossível: um Mac mini M1 custa mais de 11 mil bozos na configuração mais simples!!!! 😨

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  5. Eu não me surpreendo se a Microsoft cortar compatibilidade com os computadores sem o TPM 2.0 (pcs de 3, 4 anos atrás)... É a prática da obsolescência programada né...

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    1. Bem isso! Eu migrei para o Linux quando descontinuaram o suporte para o Windows 7. Já usava em dual boot, mas agora virou meu SO principal.

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  6. Voce junta a obsolescência programada da MS com a da Intel, vai chegar o dia em que vai ser mais vantajoso não comprar PCs. A maioria das pessoas vão passar a fazer leasing de PCs, como acontece com os carros nos EUA.
    As grandes empresas faturando cada vez mais, os lixões eletrônicos virando montanhas, e o planeta cada vez mais poluído.

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    1. E apenas aqueles que realmente precisarem de um PC.

      Hoje em dia para a maioria da população um smartphone é suficiente.

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    2. O problema é se a tal da Steam desativar o suporte para o 10 para nós induzir mudar de sistema e a comprar hardware novo assim como fez com o 98 e o XP, porquê para editar texto até um Windows 95 basta mas para jogos somos reféns, não temos mais a opção do CD piratão como nos velhos tempos.

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    3. Acho que vai levar um bom tempo para isto acontecer... tendo em vista que o Steam funciona no Windows 7 até hoje.

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  7. Mancada gigante da M$ o sistema tem muitas coisa interessantes, mas ao mesmo tempo é muito excludente. Outro ponto que pega que o Windows 10 seria o último Windows, né? Agora vem com essa, principalmente impondo muitas coisas, a principal se você quiser rodar o sistema precisa de um hardware mais moderno, na realidade brasileira isso é muito complicado. Fora que temos muitas máquinas hoje com mais 8 anos e que com SSD tem uma performance muito boa. Enfim tiro no pé.

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    1. Acho que pra muita gente, o Win10 é o ultimo Windows.

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  8. Jogada estratégica da Microsoft para aumentar a venda de Hardware das empresas parceiras (principalmente Intel). Felizmente temos outras opções de sistemas operacionais para suprir a lacuna (sendo Linux o principal). Aliás, o próximo PC que comprarei deverá vir com Linux ao invés de Windows 10 ou 11...

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  9. Não acredito que os requisitos do sistema sejam estipulados para forçar a venda de hardware.
    É um sistema operacional e o objetivo é ter uma ampla compatibilidade.
    Agora, quando se trata de jogos e demais programas, aí sim podem existir interesses das empresas de hardware (Intel e NVidia, estou olhando pra vocês)

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