A Intel está perdida

Vira e mexe aparece no meu feed de notícias que os Intel Rocket Lake estão “destruindo” no Cinebench e “detonando” no CPU-Z, como se isso significasse muita coisa. O maior problema é outro.


Ao buscar mais informações sobre os “novos” Rocket Lake, vi que eles serão mais do mesmo: terão a já surrada litografia de 14 nm (também conhecida como 14 nm++++++++++++++++++++), e por questões térmicas e de dissipação de potência serão limitados a até oito núcleos apenas, um claro retrocesso em relação à geração atual.

A Intel deveria ter vergonha de chamar isso de “nova geração”, ainda mais quando está encurralada: de um lado estão os Ryzen e no outro os chips ARM estão se tornando competidores cada vez mais sólidos - a Apple que o diga. O maior problema é a falta de inovação, não o desempenho bruto em single core que somente continua relevante devido aos jogos mal escritos.

Pelo menos parece que esta geração será compatível com as placas-mãe LGA 1200 existentes. Mas, dado o histórico da empresa, não seria uma surpresa se a engenharia da Intel descobrir uma “questão técnica” que impedisse o funcionamento nestas placas.

Comentários

  1. É triste uma empresa gigante como a Intel estar congelada no tempo a tantos anos. Pior que parece que já descobriram uma “questão técnica”: os chipsets H410 e B460 não são compatíveis com os Rocket Lake, apenas os H470, Q470, Z490 e os novos da série 500. Cada “nova” geração da Intel decepciona cada vez mais.

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    Respostas
    1. Ficaram acomodados demais quando a AMD sofria com os FX. A conta está chegando agora.

      Concorrência é boa não apenas para os consumidores, mas para as próprias empresas também.

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  2. Será que algum terá algum chinês maluco que irá projetar uma placa mãe com o M1 com bios própria e a Microsoft lançar um Windows 10 para M1 e emulação de aplicativos x86 totalmente transparente para o usuário?

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