RetroUnboxing: placa-mãe Asus A7V8X-X

Encontrar hardware antigo que nunca foi usado e na embalagem original é algo simplesmente maravilhoso – os americanos chamam de NOS (New Old Stock, um produto novo de estoque antigo). Aqui mostrarei uma placa soquete A nunca usada e que está na embalagem há pelo menos uns quinze anos! 😱


O verso da caixa traz todas as características desta placa, que foi um modelo muito popular. Nesta época, as placas da Asus que traziam o sufixo “X” eram as mais básicas da linha.


A embalagem veio completa: manual, espelho traseiro, CD de instalação, adesivo para o gabinete, um cabo IDE de 80 vias e um para unidade de disquete.


Eis a placa zero quilômetro. Até o delicioso cheiro de eletrônico novo ela ainda tem!


As características técnicas da Asus A7V8X-X são as seguintes:

  • Soquete A (462 pinos) para os processadores Athlon, Athlon XP, Duron e Sempron com a frequência do barramento frontal (FSB) de até 333 MHz DDR;
  • Chip ponte norte Via KT400 e chip ponte sul Via VT8235;
  • Três soquetes para módulos de até 400 MHz DDR, suportando no máximo 3 GB;
  • Slot AGP 8X;
  • Seis slots PCI 2.2 de 32 bits e 33 MHz;
  • Duas portas IDE/ATA-133;
  • Porta para unidade de disquete;
  • Codec de áudio ADI 1980 de seis canais;
  • Controlador Fast Ethernet Realtek (100 Mbps);
  • Suporte a seis portas USB 2.0 controladas pelo chip ponte sul;
  • Chip Super I/O e monitor de hardware ITE IT8712F-A;
  • Formato ATX padrão.


O verniz dourado destas placas antigas é lindo! 😍


Os conectores do painel traseiro, da esquerda para a direita:

  • Portas PS/2 para mouse e teclado;
  • Porta paralela;
  • Conector de áudio digital S/PDIF;
  • Porta serial;
  • Quatro portas USB 2.0;
  • Porta Fast Ethernet;
  • Conectores de áudio analógico.


A Asus A7V8X-X deverá equipar um novo projeto bem bacana do blog, muito embora eu não tenha a menor ideia se ela está funcionando – no caso de hardware antigo, o fato de não ter sido usado não significa muita coisa. Esta placa foi comprada há um tempinho por um preço módico, se não me engano foram 30 temeres-picaretas (a moeda da época) mais o frete, o que compensou o risco de comprar uma peça “no estado”.

Logo descobriremos se ela está funcionando ou não, e também qual projeto ela possivelmente integrará. Fiquem ligados! 😉

Comentários

  1. Usei muito esse modelo com uma FX5500. Passamos várias horas de jogatinha com meu saudoso Athlon!

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  2. Boa tarde Michael
    tudo bem ?
    gosto muito do seu blog. tive uma placa desta que me serviu muito bem para aprendizado no ramo da informática.
    Me lembro que eu fazia uns over no processador que eu tinha um Atlhon 2800+ se eu nao me engano, conseguia subir ele para 2,5ghz, uma otima época para mim.
    Tenho algumas peças de Hardwares antigos ainda comigo, e estou me desfasando, se tiver afim, faço a doação para o blog.
    qualquer coisa me envia um e-mail.

    mauricio@megabrasildistribuidora.com.br
    Sou de Curitiba Paraná

    Abraços

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  3. Parabéns pela placa!!!
    É realmente um prazer na hora que a gente abre a embalagem de uma placa NOS.
    Não me esqueço no começo desse ano quando abri a minha placa 286 de 12 MHz, na embalagem original há quase trinta anos sem ninguém te-la aberto antes.
    Realmente é muito legal, e não tem nenhuma diferença quanto a aparência entre uma totalmente nova. Até o cheiro de nova tem, e o melhor de tudo: funcionou!!! E por apenas uns trinta dólares!!!
    Essa sua placa tem a vantagem de você poder instalar um S.O. atual como o linux leve com uma interface XLDE ou outra, e ser usável.
    Bacana!!!

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    1. Ou melhor ainda, instalar uma distribuição da época! :-)

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  4. Se essa placa nunca foi usada e ficou todo esse tempo dentro daquele saco plástico antiestático, então a única coisa que você terá que substituir será a pilha CR2032.

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  5. Eu tenho um modelo bem similar a este, porém para processadores Intel.

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  6. existem algumas distribuições para pcs antigos mas que são atuais. Talvez compense mais uma dessas pois acho que serão mais compatíveis com softwares atuais como por exemplo o navegador de internet, assim como atualizações.
    O lubuntu é uma das opções, mas tem varias. Já testei mais de umas vinte, mas faz tempo.

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    1. Certamente, mas usar uma distro antiga também é legal para relembrar como foram os primeiros contatos com o Linux. Devo ter guardado em algum lugar ISOs do Conectiva, Mandrake, Kurumin.... o duro vai ser arrumar tempo para fazer isso. :-)

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  7. Verdade!
    Eu havia instalado uma antiga baseada no Slackware em um pc antigo. Agora, quando tiver tempo, vou tentar instalar o Debian na versão antiga. Eu geralmente baixo pelo site Distrowatch.
    Meu maior problema atual é falta de tempo, e aí a memoria vai deletando!

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