Mais um na multidão

O novo Microsoft Edge baseado no Chromium será lançado no dia 15 de janeiro do ano que vem. Com a missão de substituir o anacrônico Internet Explorer, ele deixa de ter uma engine própria (a EdgeHTML) para ser mais um na multidão de navegadores que usam a base do Chrome.


Entretanto, para que o novo Edge não seja taxado como “mais uma skin do Chrome”, ele trará alguns diferenciais:

  • Função de prevenção de rastreamento ativada por padrão: pode ser configurada conforme o nível de paranoia do utilizador;
  • Coleções: permite exportar links e outros dados para um documento do Word ou planilha do Excel (se exportasse para o Google Docs já seria demais);
  • App Assure: se a sua aplicação não funcionar no novo Edge (mas funcionar no Chrome e no Internet Explorer 11) a Microsoft lhe ajudará a resolver o problema. É a sua total satisfação ou o dinheiro de volta! 😂
  • Modo Internet Explorer: para abrir sites antigos que ainda tenham a marca da besta “IE only”;
  • Integração do Microsoft Search com o Bing: não faz muita diferença mesmo pois todo mundo usa o Google.

O “Chromedge” será suportado nos Windows 10, 8.1, 7 (mesmo no final da vida útil), todos os Servers desde o 2008 R2, no Mac OS e surpreendentemente também no Linux, embora não há um prazo para esta versão. O logotipo também mudou: ele se afastou do IE, mas ficou próximo de outro navegador famoso... 😛


Pelo visto, a Microsoft cansou de gastar tempo e dinheiro desenvolvendo uma engine própria para que o povo usasse o Edge como um mero “Chrome downloader”. Para uma empresa que chegou a ter mais de 90% do mercado de navegadores em um passado recente, é uma queda e tanto.

Comentários

  1. Resumindo, saímos da ditadura de um browser só para entrar na de outro... Logo, a única alternativa vai ser usar links.

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    1. Pois é. E não sabemos até quando a Mozilla vai aguentar.

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    2. O monopólio do Chrome é diferente: a base de código é open source (Chromium)! Beeeem diferente do monopólio do Internet Explorer.

      Há os componentes proprietários do Chrome que não estão no Chromium. Contudo, no que diz respeito ao básico do motor (HTML, CSS, JavaScript, WebSockets, etc), existe compatibilidade Chrome <-> Chromium; a implementação é a mesma.

      Além do extenso time de desenvolvimento do Google, tem o pessoal do Opera, das distribuições Linux, da Microsoft agora, todo esse povo achando bugs, reportando-os e, ainda melhor, commitando lá no repositóro do Chromium.

      E de fato a Mozilla não está numa boa situação. Vamos torcer pela linguagem Rust!

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    3. Bem observado. Não é a toa que o monopólio do IE é considerado como a "idade das trevas" da Web.

      E coincidentemente, hoje precisei acessar um site IE only... que tristeza!

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