No trigésimo aniversário do Mega Drive, Sega anuncia a edição Mini

O Mega Drive foi lançado no Japão no dia 29 de outubro de 1988 e vendeu mais de 30 milhões de unidades no mundo todo. Em função da data comemorativa, a Sega seguirá a Nintendo e lançará uma edição em miniatura do lendário console. Mas há um ponto crucial neste lançamento.


O anúncio foi feito durante o evento Sega Fes 2018 e ainda não há maiores detalhes, como os jogos que virão incluídos e aspectos técnicos como a conectividade que será utilizada (HDMI ou não). Até o momento há apenas uma única certeza: ao contrário da Nintendo que produz o NES e SNES Classic (em que pese a quantidade limitada), a Sega terceirizou a produção do Mega Drive Mini para a AtGames, empresa conhecida por produzir versões retrô do próprio Mega Drive de qualidade duvidosa.

Imagem: Sega

Esta é uma diferença crucial em relação aos lançamentos da ex-arquirrival Nintendo, visto que os seus consoles "Classic" são únicos no mercado mundial e o Mega Drive Mini terá que concorrer com uma infinidade de edições retrô do próprio console produzidas por diversas empresas, como a brasileira Tectoy, além da própria AtGames.

Esperamos que, como trata-se de um pedido feito pela própria Sega, que a AtGames capriche no produto e que o mesmo não tenha os conhecidos vícios dos seus consoles, como o som pobre (a versão da Tectoy também sofre neste aspecto visto que o chip de áudio do Mega original, o Yamaha YM2612, não é mais fabricado).

Inicialmente o lançamento será apenas no Japão, mas não seria improvável que ele chegue aqui dado a longa parceria entre a Tectoy e a Sega, claro que provavelmente por aquele precinho sempre camarada dos eletrônicos no Huezil.

Fonte: The Verge.

Comentários

  1. Qual versão de PCB virá? VA2018 ATG? Nah! Dispenso. Fico com meu achado mais recente, um Mega Drive Modelo 1 da saudosa Tec Toy, PCB USA VA3 sem TMSS, uma PCB lotada de CIs, de uma época onde cada chip tinha uma função dentro do sistema.

    Eu acredito que uma Qualcomm ou uma Samsung da vida tenham competência o suficiente para produzirem um GOAC (Genesis On A Chip) de alto nível, desenvolvendo versões quase perfeitas do M68k, Z80, YM2612, dos VDPs e de outros componentes que constituíam os primeiros modelos do Mega Drive dentro de um Snapdragon ou de um Exynos especialmente modificados para rodar um Mega Drive. Ou então, a Sega tentar aprender com a Nintendo sobre como fazer um GOAC decente.

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    1. Exatamente. Esses Mega retrô da AtGames e da Tectoy são, em certo ponto, gambiarras.

      Eu recentemente completei o meu "console hotel" com o Mega Drive III, Sega CD e 32X, uma grande felicidade que nos anos 1990 jamais poderia sonhar! Qualquer hora dessas pinta aqui no blog.

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    2. Nunca tive consoles Sega. Então nem estou muito animado para pegar um Sega CD. O que tenho aqui é um Novo Mega Drive (não sei se me arrependo ou se me conformo; na verdade, tirando os problemas com o áudio ele até que cumpre bem seu papel. Tec Toy tentou, vamos reconhecer); aí, vi a oportunidade e peguei um Sega Genesis modelo 2. Mas ainda queria o modelo JP. E veio esse da Tec Toy. Esse valeu a pena. PCB de 1989. É basicamente o Sega Genesis Modelo 1 montado pela Tec Toy.

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    3. Nos Mega clássicos eu prefiro os da Tectoy mesmo ou o Genesis americano. O Mega japonês tem problemas de compatibilidade (trava de região) com alguns jogos como o Ayrton Senna´s Super Monaco GP II, e não sei ao certo se dá para destravar.

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    4. A trava de região deve ser por causa do TMSS. Pelo que li sobre o Mega Drive os aparelhos non-TMSS (lançados até 1990) não possuem essa trava eletrônica, no máximo uma trava física na entrada dos cartuchos (os Sega Genesis e os modelos da Tec Toy não aceitam cartuchos japoneses por conta do formato da entrada do cartucho, que pode ser corrigido limando essas travas. Mas Michael, eu acho que se for levado em conta a funcionalidade do TMSS o seu Mega Drive 3 não vai rodar jogos japoneses.

      Esse TMSS que tanto mencionei seria o chip responsável pela frase "Produced by or under license of Sega Enterprises Ltd". Em tese, os aparelhos sem TMSS rodam qualquer cartucho.

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    5. É certo que o meu Mega III tem o TMSS. Sobre os jogos japoneses não me preocupo, não há um título que tenha saído apenas no Japão que eu desesperadamente deseje jogar (e sempre há os emuladores nesse caso...), mas o contrário sim - o já citado Super Monaco GP II.

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  2. O Novo Mega Drive não usa um SoC ARM? Pois se o negócio é emulado, não entendo como o áudio poderia ficar ruim... os emuladores não têm problema com isso (eu acho, não sou Seguista hehe).

    Pelo menos os códigos que emulam o chip de áudio do SNES (minha praia!) são perfeitos.

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    1. Então, Marcos, uma vez fiz essa pergunta durante um hangout da Comunidade Mega Drive. Mas esqueci qual foi a explicação. Vou tentar achar esse hangout. Mas é esquisito, né? O som, aparentemente algo primário para emular, dá essa encrenca toda. E isso é em qualquer Mega Drive emulado. O Novo Mega Drive sofre do mesmo mal. Ele é equipado com um RedKit RK2500.

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    2. Acho que o chip do SNES é mais fácil emular porque é um sampler: ou seja, toca sons já digitalizados *dentro* do cartucho. Seu trabalho montá-los (tocar mais de uma amostra simultaneamente), aplicar eco, ajustar volumes e coisas do tipo.

      Já o chip do Mega é um sintetizador FM. Ele *gera* o som, enquanto o do SNES apenas monta sons *pré-gravados*. Nota: não lembro direito, mas parece que um dos canais do chip do Mega atua como sampler. Os demais apenas com síntese FM. E, claro, o velho chip do Master System pode ser aproveitado também, mas esse não deve ser difícil de emular.

      Pelo menos há gente trabalhando para melhorar a emulação:

      https://twitter.com/Awakened0/status/969679376676777984

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