Primeiro de abril atrasado? Engenheiro da Microsoft afirma que o Windows pode tornar-se Open Source

Seria possível um Windows
Open Source?
Durante o evento ChefCon, realizado em pleno Vale do Silício, Mark Russinovich, engenheiro de software veterano da Microsoft, disse que há uma possibilidade real do Windows e outros softwares da companhia um dia virem a ser Open Source. Como é que é? Apenas o fato de a empresa, cujo ex-CEO disse certa vez que o Linux é um câncer e a GPL é uma “tranqueira hippie”, chegar a cogitar a possibilidade de abrir o código-fonte da sua galinha dos ovos de ouro realmente é de cair o queixo, para não dizer outras palavras impublicáveis aqui!

De fato, desde que o novo CEO da Microsoft, Satya Nadella, assumiu em fevereiro do ano passado é visível que a empresa realmente está se esforçando para mudar a sua imagem e manter-se relevante no admirável novo mundo da tecnologia, vide as iniciativas com o Windows 10, com o Office gratuito que acompanhará o novo sistema operacional e com o Visual Studio Community, apenas para citar alguns exemplos. Porém tornar um software Open Source vai muito além de oferecê-lo de graça: basicamente, você poderia livremente estudar (e modificar) o código-fonte do Windows no conforto do seu quarto sem ter que assinar um termo de confidencialidade, como o que a Microsoft celebra com universidades e grandes parceiros.

Notícia fantástica? Sem dúvida, mas se pararmos para pensar que há apenas cinco anos atrás era inimaginável que a Microsoft poderia um dia oferecer um Windows e um Office de graça, uma notícia destas até que ganha contornos não tão fantásticos assim.

Em tempo e como curiosidade, o Chef é uma ferramenta Open Source que permite sincronizar diversos dispositivos que operam desde sites Web até projetos de software.

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Comentários

  1. Um palpite: Isso poderia se dar pelo fato de que tudo parece estar sendo escrito em JavaScript. Outro dia mesmo a engine Unreal foi compilada pra js usando LLVM e ASM.js salvo engano. (Leitura interessante: https://medium.com/@slsoftworks/javascript-world-domination-af9ca2ee5070).
    Eventualmente o sistema operacional, como se conhece, vai acabar. Acho que estamos olhando para o fim de uma era.

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    1. O Bill Gates no seu livro "A Estrada do Futuro" lançado no já longínquo ano de 1995 previa que tudo estaria na nuvem, sendo os aparelhos meros consumidores de conteúdo e serviços. Eventualmente os aparelhos iriam até mesmo "bootar" diretamente pela nuvem, realmente marcando o final da era dos sistemas operacionais tradicionais.

      Só digo uma coisa: pobres dos nossos netos... :)

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  2. Jogando para a torcida. Enquanto tiverem o domínio do mercado, não acontecerá. Se algum dia o Windows realmente deixar de ser relevante nos mercados onde é forte, daí abrir seu código fará algum sentido. Hoje, não ganhariam nada fazendo-o. Na próxima década veremos como ficarão as coisas.

    Vejo mais viabilidade num modelo como da Apple, que mantém *parte* do OS X em código aberto (Darwin/XNU). A Microsoft poderia manter o kernel NT e o encanamento de baixo nível do Windows num projeto open source. Ademais, é fundamental, para atrair o interesse das novas gerações de hackers (no sentido original, de programadores talentosos), ter compiladores e ferramentas de desenvolvimento gratuitas menos capadas, que me parece ser o objetivo do Visual Studio Community. A Apple já se deu conta disso muito tempo atrás quando passou a patrocinar o projeto LLVM.

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    1. Só um adendo: no caso do LLVM teve uma questão estratégica envolvida também, pois, para evitar a GPLv3, a empresa ficou presa ao GCC 4.2 (GPLv2). Ao invés de gastar dinheiro consertando um compilador que cedo ou tarde ficaria obsoleto, decidiram investir num relativamente novo (o projeto é de 2003), com uma licença permissiva, que julgam mais adequada (sem entrar no mérito). Vale o mesmo para os BSDs, que hoje devem tratar o GCC como legado.

      Do lado do GNU/Linux, o GCC continua sendo desenvolvido e é o compilador padrão. Mas tem concorrência do Clang (usa LLVM), o que é bom.

      Ambos são open source, sem restrições de uso (comercial ou não, etc).

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    2. Realmente, se abrissem só o kernel já daria uma puta força pro pessoal do ReactOS... :p

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  3. Estou de acordo com o colega ai, creio que uma parte do sistema como o Kernel, ou outras podem ser agora abertos, mas ao menos ainda não consigo ver todo o Windows sendo aberto, justamente por não saber como eles vão lidar com isso em relação a politicas que eles saiam ganhando.

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    1. Com certeza seria algo em um primeiro instante chocante, mas com o Sr. Nadella como CEO eu não duvido de mais nada... :)

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