Windows 10 Technical Preview: um passo sólido rumo à integração total

Finalmente eis a análise RETROWARE do novíssimo Windows 10 Technical Preview! Aqui serão mostrados todos os detalhes do novo sistema operacional da Microsoft, suas novidades e os motivos pelos quais o novo Windows é um passo sólido para a integração entre os PCs e os dispositivos mobile. Espero que vocês curtam!

EDIT 23/10/2014: saiu o Build 9860 do Windows 10 Technical Preview.
EDIT 13/11/2014: saiu o Build 9879.
EDIT 28/01/2015: saiu o Build 9926.

O modo desktop do Windows 10 Technical Preview

O que é o Windows 10?

O Windows 10 é última versão do sistema operacional Windows, com lançamento previsto para o primeiro semestre do ano que vem, o qual promete resgatar alguns conceitos clássicos da interface para PCs desktops e notebooks, como o menu Iniciar. No último dia primeiro de outubro a Microsoft disponibilizou uma versão de testes pública do novo Windows, denominada de Technical Preview, a qual analiso aqui. Esta versão possui uma ferramenta de feedback para a Microsoft e também compartilharei aqui alguns dos feedbacks que forneci à empresa a respeito do novo Windows.

Obtendo e instalando o Windows 10 Technical Preview

O Technical Preview foi disponibilizado como parte do programa Windows Insider e nesta postagem estão todos os detalhes de como obtê-lo. Independente da forma que serão conduzidos os testes (em uma máquina virtual ou em um PC físico) recomendo baixar a imagem ISO e realizar uma instalação do zero. Existem versões de 32 e de 64 bits, e não há um motivo para hoje em dia utilizar a versão de 32 bits a não ser que os testes forem realizados em um hardware bem mais antigo.

Com o arquivo ISO baixado e se você for instalá-lo em um PC físico, é possível gravá-lo em um DVD ou então gerar um pendrive com a instalação. Quanto ao programa de instalação em si, quem já instalou o Windows Vista, 7 ou 8.X perceberá que é praticamente idêntico. Mostrarei aqui as opções mais importantes.

Depois de definir o idioma de entrada, o layout do teclado e aceitar os termos da licença, surge a tela para selecionar o tipo de instalação. Recomendo sempre selecionar a segunda opção, que é a instalação customizada.


Em seguida surge a tela com o particionador. Dependendo do número de softwares a serem instalados, recomendo algo em torno de 60 GB ou mais para a partição de sistema. Para fazer um dual boot com a sua versão do Windows atualmente instalada (se houver), basta instalar o sistema em uma partição ou disco rígido diferente da instalação atual.


Em seguida os arquivos serão copiados.


Após detectar o hardware, surge a última tela para fazer mais alguns ajustes.


Finalmente o sistema solicita uma conta Microsoft. Caso você não queira entrar com uma, selecione a opção para criar uma nova conta e clique na opção de entrar sem uma conta Microsoft. No meu caso, como o equipamento será integrado ao um domínio de rede, farei a configuração da minha conta Microsoft depois.


Segue o meu feedback à Microsoft sobre a instalação.


Ele está de volta: o novo menu Iniciar

Sem dúvida o grande destaque do Windows 10 é a volta triunfal do menu Iniciar, depois de tantas críticas a respeito da sua falta no Windows 8.X. O novo sistema possui uma rotina que durante a instalação verifica se o equipamento possui uma tela touchscreen: em caso negativo o modo desktop (com o menu Iniciar) é ativado por padrão e em caso positivo o sistema entra no modo ModernUI (ou Metro). No meu caso, como o instalei em um PC com monitor tradicional o modo desktop foi ativado automaticamente.


O menu Iniciar do Windows 10 é uma fusão do que existia até o Windows 7 com as live tiles introduzidas com o 8.X, as quais possuem o mesmo comportamento de antes.










Reconheço que algumas live tiles até que são úteis, mas desabilitando todas o menu Iniciar fica muito próximo do modo clássico, aquele mesmo que surgiu com o Windows 95 há dezenove anos.










O comportamento é o mesmo do menu Iniciar clássico: clique em todos os aplicativos para exibir a lista completa de programas instalados, tanto os desktop quanto os ModernUI.











A caixa de pesquisa é a mesma que existia no Windows Vista e 7, e também é possível fixar qualquer item no menu Iniciar.








Aqui fixei o comando Executar...













... e também é possível reduzir o tamanho do ícone clicando com o botão direito sobre o mesmo.














Quem preferir também pode continuar utilizando o útil menu de contexto introduzido com o Windows 8.1, o qual é exibido clicando com o botão direito sobre o logotipo do Windows na barra de tarefas.







Conforme a cor das janelas definida o menu Iniciar também muda de cor.













Clicando com o botão direito na barra de tarefas e selecionando Propriedades, é possível definir algumas configurações adicionais de exibição para o menu Iniciar.







No Windows 10 a Microsoft se focou em uma maior liberdade de escolha para os utilizadores. Quem gostou da tela Iniciar pode continuar utilizando-a mesmo em um PC desktop, basta alterar a primeira opção.





O único inconveniente é que para cada mudança é necessário fazer um logoff e logar novamente.


Meu feedback sobre o assunto:


A tela Iniciar do Windows 10 é idêntica ao do 8.1 Update 1:







As configurações de navegação originárias do Windows 8.1 também permanecem.







Novidades na interface gráfica

A "decoração" das janelas é bem parecida entre o Windows 10 e o 8.X, a única pequena diferença é que no 10 o botão Fechar chega até a borda da janela.

Outra novidade do Windows 10 é que agora as aplicações ModernUI podem rodar dentro de janelas no modo desktop, como qualquer outro software tradicional. Aqui é onde novas compilações de testes do Windows 10 serão apresentadas para instalação.


No Windows 10 a Microsoft finalmente implementou o recurso de várias áreas de trabalho de forma nativa no Windows, recurso que sempre fez falta. O Mac OS X e diversos gerenciadores de janelas do Linux o ofereciam há décadas.


Quando um software está em execução em outra área de trabalho é exibido um detalhe sob o seu ícone, o que é algo bastante prático.






O sistema também inclui um utilitário de busca mais completo do que o presente no menu Iniciar, que procura pelos aplicativos instalados e também na Web.







Compatibilidade com drivers e aplicativos

Logo após a instalação já havia uma atualização no Windows Update.


Quanto aos drivers de dispositivos, de uma maneira geral todos os compatíveis com o Windows 8.X muito provavelmente funcionarão no 10, bem como também existem boas chances dos drivers para Windows 7 funcionarem. Por exemplo, o meu PC de testes conta com uma placa de vídeo Nvidia GeForce 9600 GT (que já é antiguinha...) cujos últimos drivers da Nvidia (os da série 340 para o Windows 8.1) funcionaram perfeitamente. Os drivers do chipset da placa mãe que eram para Windows 7 também funcionaram.





Quanto aos aplicativos, o Windows 10 vem com o Internet Explorer 11 (que deverá ser atualizado nas futuras versões de testes).








O Chrome de 64 bits funcionou perfeitamente...







... assim como o Firefox de 32 bits.



Nem todos os programas que rodam no Windows 8.1 funcionam no 10: um exemplo é o antivírus que eu utilizo, o Kaspersky 2015 (que foi erroneamente identificado como 2014 pelo sistema) não rodou de jeito nenhum, nem mesmo configurando opções de compatibilidade com o Windows 8.X e 7, e o executando como administrador.


Da mesma forma o popular utilitário CPU-Z também não funcionou.




Segue o meu feedback sobre os problemas de compatibilidade.


Desempenho e estabilidade

Quanto ao desempenho, não avaliei com suítes de benchmarks pois como não o instalei no meu PC principal não era possível ter uma comparação válida, mas em uma observação empírica ele apresentou um desempenho comparável ao do Windows 8.X, mostrando-se bastante ágil no meu PC de testes baseado em um Core 2 Quad Q6600 2,4@3,2 GHz com 4 GB de RAM DDR2-1066. A operação do sistema foi muito fluída, sem qualquer tipo de engasgos e com respostas sempre rápidas.

O Windows 10 também se manteve bastante estável durante a maratona de avaliação, sem qualquer registro de instabilidades durante os vários dias a fio que o equipamento permaneceu ligado. Muito bom para um sistema ainda em testes.

Conclusão

Depois de quase uma semana de testes com o Windows 10 Technical Preview posso dizer que o sistema é bastante promissor e está no caminho certo, podendo finalmente agradar àqueles que continuam utilizando o Windows 7 ou mesmo o falecido XP.  Como plataforma de integração entre PCs e dispositivos móveis é bastante democrático, permitindo que o utilizador trabalhe da maneira que achar melhor – sem dúvida percebe-se que a Microsoft ouviu a saraivada de críticas recebidas com o Windows 8.X e teve a sabedoria de voltar atrás de decisões um tanto quanto equivocadas. Se o sistema realmente for gratuito para quem tem o 8.X (e tudo indica que sim) arrisco a dizer que esta será a maior guinada da história da empresa, mostrando realmente uma “nova Microsoft”, mais consciente do seu papel no admirável mundo novo da tecnologia.

Em um ponto de vista puramente técnico, o Windows 10 Technical Preview nem parece um software ainda em testes visto que o seu comportamento foi exemplar durante a avaliação. Os pequenos problemas de incompatibilidade são normais em qualquer novo sistema e muito provavelmente serão adequados até o lançamento da versão final (seja pela Microsoft ou pelos produtores dos softwares incompatíveis), portanto usem e abusem do sistema de feedback, que também é outra grande inovação desta versão Preview.

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