Números reveladores do IDC Brasil sobre o mercado de PCs

Jogo rápido: segundo o IDC Brasil, a venda de PCs no país (considerando desktops e notebooks) no ano passado caiu 36% em relação a 2014, sendo o pior resultado desde 2005. Porém os números mais reveladores são os seguintes: apesar da queda de 36% nas vendas o faturamento caiu apenas 13% - em 2014 um PC custava em média R$ 1.694, enquanto que no ano passado pulou para nada menos do que 2.323 dilmas!

Claro que o dólar nas alturas influencia diretamente o preço (isto sem falar da alta da inflação), mas mesmo assim estes dados me fizeram chegar a algumas conclusões:

  • A velha tática do empresariado brasileiro de vender menos com uma maior margem de lucro (contando sempre com a bênção do governo) segue mais viva do que nunca. Isto vai na contramão do que praticam empresas das maiores nações capitalistas, onde a prioridade é vender em grandes volumes com uma margem menor e lucrar na quantidade;
  • O fim da chamada Lei do Bem e o aumento dos impostos de importação encarecerá ainda mais os PCs. Na sua sanha arrecadatória e pouca disposição para enxugar a máquina pública, o governo joga contra o mercado em taxar ainda mais bens e serviços. Isto gera uma espiral negativa: com maiores preços menos dinheiro circulará na economia, pois muitos irão adiar ou mesmo desistir de comprar itens que não são de primeira necessidade e principalmente de valores mais elevados. Diante de tanta incerteza e com o desemprego em alta, ninguém quer assumir dívidas desnecessariamente;
  • Nos anos 1990 o saudoso Dinho dizia: "A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia". Pois bem, atualmente nem este tipo de felicidade o povo brasileiro pode ter mais. Triste.

Hoje em dia os PCs são ainda mais artigos de luxo


E antes que algum militante radical venha me encher o saco, informo que as críticas seriam as mesmas independente do partido da situação. Aliás, para mim aqui não existe situação e oposição: são todos farinha do mesmo saco e tinham que morrer abraçados. 

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