E se a Intel tivesse aderido ao consórcio que definiu o padrão super socket 7 e lançado o Pentium MMX neste formato? Na minha mais nova cápsula do tempo chegamos ao marcante ano de 1997 (e também de 1998), com o lançamento do último processador baseado na microarquitetura P5.
Os primeiros Pentium MMX de 166 e 200 MHz vieram no início de 1997, enquanto que o topo de linha de 233 MHz chegou em junho deste ano tornando-se um sonho de consumo para muitos. Por mais que os Pentium II também tenham sido apresentados neste mesmo ano, eram extremamente caros e assim o MMX foi de longe o processador dominante do período.
O Pentium MMX marcou o ápice da microarquitetura P5 da Intel, trazendo 32 KB de cache L1 (o dobro do Pentium clássico) e as famosas instruções que dão o nome ao processador, que consistem em oito novos registradores de 64 bits adicionados à arquitetura x86, nomeados de MM0 a MM7, que processam apenas números inteiros.
Placa-mãe – Asus P5S-B
As primeiras placas-mãe super soquete 7 surgiram no início de 1998, como é o caso deste modelo baseado no injustiçado chipset SiS 530. É uma placa muito bem construída e que conta com 512 KB de cache.
RAM – 64 MB SDR-100
Certamente que seria considerado um exagero em 1997, mas era algo possível.
Placa de vídeo – Nvidia Riva 128 PCI (Diamond Viper V330)
Lançado em abril deste ano, o Riva 128 não foi o primeiro produto da Nvidia, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial salvando a empresa de quebrar (e o resto é história). Conta com 4 MB de VRAM, com suporte ao DirectX até a versão 5.0 e ao OpenGL 1.0.
Placa de som – Creative Sound Blaster AWE64 ISA
A AWE64 é baseada do chip de waveteble Creative EMU-8000 (o mesmo da antecessora AWE32), contando com 32 vozes reproduzidas por hardware e mais 32 por software. Ela vem com 512 KB de RAM, o que permite usar conjuntos de soundfonts sem precisar adicionar memória discreta.
Placa de rede – Realtek 8139D PCI
Placa no padrão Fast Ethernet (100 Mbps) com amplo suporte e compatibilidade.
Disco rígido – WD Protege de 10 GB
Um disco de boas especificações para a época, com rotação de 5.400 RPM, 2 MB de cache e interface PATA/IDE-66 (ou UDMA4).
Unidades ópticas do período que funcionam estão cada vez mais difíceis de encontrar, assim resta nos virarmos com o que temos.
Unidade de disquete – Mitsumi de 1,44 MB e 3,5”
Era difícil um PC deste período não ter uma boa e velha unidade de disquetes.
Cooler – genérico soquete 7
Um cooler básico que funciona razoavelmente bem.
Fonte de alimentação – Aerocool VX-500 ATX
Como a placa-mãe oferece um conector ATX não é necessário arriscar com fontes de alimentação genéricas e/ou antigas, ainda mais com tantos componentes clássicos como estes.
Gabinete – Genérico ATX
Mas espera aí Michael, como você vai instalar uma placa-mãe AT em um gabinete ATX? Novamente, esperem e confiram!
Sistema operacional – Windows 95 OSR 2.5
Lançado em novembro de 1997 foi a última revisão do Windows 95, contando com inúmeras correções de bugs, suporte ao sistema de arquivos FAT32 e suporte parcial ao barramento USB.
Por hoje é só, pessoal. Até a próxima parte!














Olha que ótima cápsula do tempo! Arquitetura P5 realmente foi muito marcante, mas não demorou muito para vir a arquitetura P6 doméstica (Pentium 2)... Daí os processadores Pentium (não-MMX), K6, Cyrix, disputavam o mercado low-end.
ResponderExcluirSugestão: fazer um overclock no MMX e ver como ele se sai contra o Pentium 2 (preferencialmente o P2 233Mhz, para competição ser mais justa ou menos roubada kk). Provavelmente o Pentium 2 vença pela arquitetura de 6ª geração.
Quando eu fazia benchs no blog certa vez simulei um Pentium II 233 (já que não tenho esse processador) a partir do modelo de 350 MHz com o FSB reduzido para 66 MHz, uma vez que o multiplicador dele é travado em 3,5.
ExcluirA diferença entre ele e o MMX 233 foi algo entre 50 e 60% em todos os benchs, o que mostra a evolução da arquitetura. Bons tempos quando tínhamos uma evolução como essa entre uma geração e outra.
Muito interessante! Isso sim é evolução parruda entre uma geração e outra... O Pentium 4 foi um passo para trás (os primeiros Pentium 4 perdiam pros últimos Pentium 3 - Tualatin) e a arquitetura Core teve evolução incremental entre uma geração e outra...
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