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Cinnamon, o retorno

Resolvi dar uma outra chance para a interface gráfica Cinnamon, desta vez instalando a distribuição que a mantém em um outro PC.

Cinnamon, o retorno

Com o recente lançamento do Linux Mint 22.3 que trouxe a versão 6.6 do Cinnamon, a última estável, resolvi dar uma nova chance para a interface gráfica. A primeira avaliação que fiz dela foi no projeto Ultimate Seven através do Debian 13, que principalmente devido à problemas de integração com o driver da Nvidia (muito bem pontuados pelo Marcos FRM nos comentários) não foi possível usar o Wayland como compositor gráfico.

Para a presente avaliação instalei o Mint 22.3 no PC PS5 SQN que estava com o Debian 13 Gnome, principalmente devido ao fato do mesmo possuir uma GPU AMD (Radeon RX 6500 XT) eliminando assim os problemas com o driver da Nvidia.

A primeira impressão que tive do Mint não foi lá muito boa, pois ao iniciar pelo pendrive o modo Live não foi carregado e o PC deu tela preta. Tive que reiniciar e escolher o modo de compatibilidade no menu de inicialização, o que permitiu ao menos executar o instalador (clique nas imagens para ampliar).


Uma vez que o Mint é baseado no Ubuntu (atualmente na versão 24.04 LTS), o seu instalador é rigorosamente o mesmo. Notem que o tamanho das janelas ficou “estourado” devido ao modo de compatibilidade gráfico, mas foi possível concluir a instalação sem maiores problemas.



Após a instalação o modo gráfico funcionou perfeitamente. Esta é a elegante tela de login:


E esta é interface do Cinnamon 6.6, que traz algumas mudanças no leiaute do menu iniciar.


Corroborando a impressão que tive na primeira avaliação, o Cinnamon é praticamente um KDE implementado em GTK dada a quantidade de opções de configuração. 

Embora a equipe do Mint informe que o suporte ao Wayland ainda está em testes, durante o uso não notei maiores instabilidades na interface gráfica com o mesmo, lembrando que a GPU deste PC é AMD. Os únicos problemas que notei foram com a proteção de tela e o gerenciamento de energia do monitor que não funcionam, os quais estarão corrigidos na próxima atualização segundo os desenvolvedores.


O gerenciador de atualizações oferece uma forma automatizada de mudar o local dos repositórios, o que sem dúvida pode reduzir bastante o tempo de download. Logo após a instalação já havia quase 1 GB de atualizações disponíveis.


Esta é a loja de aplicativos, que é uma versão modificada da equivalente do Gnome, assim como o gerenciador de arquivos Nemo.


Enfim, como já avaliei o Cinnamon há pouco tempo, me foquei aqui apenas nas novidades da nova versão em conjunto com um hardware diferente. De um modo geral eu gostei do Mint como distribuição e o Cinnamon é uma interface elegante e polida, tendo evoluído bastante no suporte ao Wayland em um tempo relativamente curto. Só falta mesmo eles resolverem os problemas pontuados pelo amigo Marcos FRM para ficar perfeito.

Por hoje é só, pessoal. Até a próxima!

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