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Análise – placa-mãe Biostar A520MH

A A520MH é uma placa-mãe AM4 de entrada da Biostar, baseada no chipset AMD A520 (dã!). Vamos dar uma olhada nela.

Análise – placa-mãe Biostar A520MH

A placa possui o formato Micro ATX e acabamento simples, sem muitas firulas. Embora o soquete seja o hoje já clássico AM4, conforme a Biostar há suporte oficial apenas aos processadores Zen 2 e 3 (as séries 3000, 4000 e 5000 dos Ryzen). A culpa não é da Biostar mas sim da própria AMD, que impôs tal limitação para as placas baseadas na última geração de chipsets da plataforma (os X570, B550 e A520), de modo a reduzir o tamanho e a complexidade do firmware.


O circuito regulador de tensão conta com sete fases e não possui um dissipador de calor, com a alimentação fornecida por um conector de quatro pinos. O suporte da Biostar atesta compatibilidade com os processadores de até 105 W e 16 núcleos tais como os Ryzen 3950X e 5950X, mas particularmente eu colocaria apenas chips com TDP de até 65 W nesta placa dada a simplicidade do circuito de alimentação.

Quanto à RAM são suportados módulos DDR4 de até 4400 MHz, com a quantidade total de até 64 GB.


Este modelo conta com um slot PCI Express 3.0 x16 e dois x1, uma vez que o chipset A520 não suporta a especificação 4.0. Já o armazenamento consiste em um conector M.2 do tipo 2242/2260/2280 para SSDs SATA e NVMe PCIE 3.0 x4, além de quatro portas SATA-600.


O painel traseiro conta com duas portas PS/2, uma HDMI, uma DB15 (VGA), quatro USB 3.0, duas USB 2.0, uma RJ-45 Gigabit Ethernet (controlada por um chip Realtk RTL8111H) e três de áudio analógico (gerados pelo CODEC Realtek ALC887).


Estes são os demais componentes do kit, que incluí o anacrônico DVD com drivers desatualizados que ninguém usa, até mesmo pois as unidades ópticas estão em extinção.


Finalizando, a A520MH é uma placa básica com o chipset de entrada e recursos compatíveis com o seu posicionamento e preço, enfim, é um produto que entrega o que promete - nem mais, nem menos. 

Por hoje é só, pessoal. Até a próxima!

Comentários

  1. As portas traseiras lembram uma placa de 2010 kk (não que isso seja ruim, mas achei diferente ver isso numa placa atual)

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    1. São placas chinesas white label, que praticamente são remanufaturadas, utilizam peças de Mobos originais que tem algo não funcionando, são feitas pra extremo custo beneficio, acho que adicionam essas portas legadas mirando um publico que ainda usam periféricos velhos, entendível.

      Eu recomendo, tenho 2 delas e não deram problemas, são de ótima qualidade considerando a origem e o preço

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  2. As famosas placas chinesas white label, que são de excelente custo beneficio, engraçado ainda vindo com CDs de drivers, primeira coisa que faço é fazer a copia da ISO pro meu PC pra quando precisar, e acho engraçado algumas placas ainda virem com conexão VGA e conexão PS2, pelo menos essa vem com 6 saídas USB

    Tenho 2 da marca Revenger (pertence a Knup kkk), uma da geração 1155 e outra da geração 1151, ambas perfeitas e funcionam perfeitamente tanto no W10 quanto na W11, não devem nada pras Mobos de marca.
    Manuais em PT-BR, Garantia de 1 ano (comprei ambas com garantia estendida), e o W11 baixou praticamente todos os drives mesmo antes de usar o CD kkkk

    Meu próximo setup será AM4, primeira vez que terei algo 100% AMD, essa placa mãe vendo a review, está salvo na lista para futuras compras.

    Obrigado por postar.

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    1. Antigamente a Biostar era uma marca bem estabelecida no mercado, não sabia que essa nova geração eram placas white label, vivendo e aprendendo! Provavelmente compraram os direitos do nome, assim como fizeram com a Soyo.

      Apesar disso são placas muito boas, tenho algumas Biostar AM4 aqui e nunca tive problema. Para efeito de comparação, já tive problemas com placas AM4 Asus e AsRock...

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    2. Sim, em aparência ela é exatamente igual as placas Revenger (Knup) que comprei ano passado (1155 e 1151), usando as peças mais simples possíveis, e como o amigo falou, a traseira parece um placa de 2010 pra trás, sem qualquer questão de prezar pela aparência das MB de hoje

      Mas digo que elas surpreendem, a qualidade geral é boa sim, eu uso a 1 ano direto e até agora sem problemas, comprei garantia estendida pra garantir, mas mesmo assim, aprovadíssimas, ainda mais pelo preço que paguei.
      Pelo que li, eles usam peças de MB de marca que foram reprovadas em algum item, pra mim, tirando a estética de anos 2000 pra trás,

      Reciclagem é tudo, Apple que diga agora né com o MacBook Neo

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    3. Eu tenho outra Biostar AM4 de 2018 e até hoje está firme e forte:
      https://www.michaelrigo.com/2018/08/unboxing-primeiras-impressoes-biostar-racing-b350-et2.html

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  3. Uma placa mãe de entrada socket AM4 com portas de legado. Lembrou-me da existência de placas mãe lá pelo ano de 2010 que ainda tinham porta serial e paralela hahah. Para computadores low end, processador não muito parrudo, um ou dois SSD e uns 16GB ou 32GB de memória, placa de vídeo básica ou até intermediária parece ser suficiente. Para quem quer uma configuração mais parruda, melhor procurar uma placa mãe mais robusta, especialmente na alimentação do processador.

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    1. Certamente. Eu não arriscaria colocar um processador de 105 W nessa placa.

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  4. Ah, uma curiosidade: quanto custou essa placa?

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    1. Eu comprei ela em 2022 numa promoção na Terabyte por algo em torno dos 250 reais, estava guardada na caixa desde então esperando algum projeto para ser usada. Finalmente chegou a vez dela... rs

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    2. Nossa, essa placa esperou, hein?! haha Mesmo a plataforma AM4 não tendo mais lançamentos, acho quase impossível achar uma placa mãe dessa plataforma por 250 reais hoje...

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    3. Pois é, hoje em dia é impossível.

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