Cada vez que eu busco na minha coleção por um disco rígido tenho algumas tristes surpresas. Será cada vez mais difícil empregar discos antigos em PCs igualmente antigos.
O primeiro passo para começar um novo projeto de retro PC é a definição da configuração, seguida da separação dos componentes. Geralmente tudo vai bem até a hora de testar o disco rígido escolhido, que não raramente apresenta falhas mesmo tendo sido guardado funcionando e em local adequado.
O maior problema dos discos mecânicos está no seu próprio nome: tais dispositivos possuem muitas partes mecânicas móveis, que sofrem de forma mais acentuada os efeitos da passagem do tempo. O motor que gira os discos, os próprios discos, o braço que movimenta as cabeças de leitura/escrita e as próprias ficam muito propensos a falhas depois de um certo tempo. Também podem ocorrer problemas na placa lógica, mas é bem mais difícil.
Não é à toa que há um consenso de que discos rígidos com mais de cinco anos de uso não são confiáveis, ainda mais aqueles usados para o armazenamento de dados críticos e de backups.
Pois bem, para o começo de um novo projeto acabei descobrindo que nada menos do que quatro discos meus bateram as botas. São eles: dois Maxtor de 10 GB, um Samsung de 20 GB e um Seagate de 40 GB.
As falhas quase sempre são as seguintes:
- O disco simplesmente não gira ao ser ligado, o que indica problema no motor. Pode acontecer do mecanismo estar emperrado devido ao tempo de inatividade, assim dar alguns “tapinhas” de leve pode ressuscitar a unidade em alguns casos, mas não raramente o motor volta a travar depois de algum tempo.
- O disco apresenta o famoso “clique da morte” ao ser ligado, o que indica problema no braço que movimenta as cabeças de leitura. Não há solução.
- O mesmo liga e é reconhecido, mas passa a apresentar falhas constantes de leitura e gravação. Ao usar utilitários como o Scandisk surgem vários bad blocks, indicando que a mídia magnética dos discos está deteriorada. Não há solução.
Desta forma vai ficar cada vez mais difícil usar discos do período correto nos PCs antigos, pois eles simplesmente vão acabar. E não vale a pena comprar outros ainda mais com os preços atuais, pois você pagará caro por unidades com décadas de idade que podem simplesmente morrer a qualquer momento.
As soluções ao meu ver podem ser três, mas todas elas possuem as suas desvantagens:
- Usar adaptadores IDE para cartões de memória CF. O problema é o desempenho ruim de tais cartões.
- Usar adaptadores IDE para SATA. Tais adaptadores até que são baratos, o duro é achar um que preste. Já comprei alguns e todos não funcionaram direito.
- Usar placas controladoras SATA PCI. Tais placas são mais difíceis de encontrar e possuem maior custo, além de poderem ser usadas apenas em PCs que possuam o barramento PCI, ou seja, a partir dos últimos 486.
Enfim, enquanto eu tiver alguns discos antigos aqui vou usá-los dentro do possível. Depois terei que escolher qual solução será mais viável para cada caso.


O trabalho de preservação de Hardware antigo que você faz é bem legal! Só que existe a lógica do sistema capitalista onde a indústria precisa vender equipamentos novos continuamente para sobreviver. E esses equipamentos não foram feitos parta durar muito tempo, pois se durassem as vendas poderiam ser prejudicadas...O software livre conseguiu quebrar um pouco disso, pois graças a ele podemos reaproveitar máquinas que iriam para o lixo eletrônico! O problema é que os recursos naturais do nosso planeta não são infinitos... Pelo menos ainda temos a opção do CF Card para recuperar essas máquinas! Se eu tivesse espaço aqui em casa e verba suficiente iniciaria um projeto de recondicionamento de máquinas antigas...
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