Estou arrependido!

Nesta semana marcada pela reaproximação do Brasil com os Estados Unidos, gostaria de tecer algumas linhas sobre o meu arrependimento de ter votado no presidente Bolsonaro.


Primeiramente, confira a cobertura do início do encontro entre os dois presidentes. Que coisa de extremo mau gosto!


Acontecimentos como este me deixam arrependido de ter votado no Bolsonaro. Afinal de contas, caso o seu principal adversário tivesse vencido, hoje estaríamos alinhados com potências como a Venezuela e Cuba, além de continuarmos enviando bilhões para ditaduras socialistas mundo afora, e a fundo perdido. Se arrependimento matasse, eu já estaria morto faz tempo! Só que não! 😂

Meus amigos, às vezes o desempenho de um governo não é apenas medido pelo que ele faz, mas também pelo que ele deixa de fazer. 

Dentre as muitas vantagens da histórica e tão aguardada reaproximação entre os dois países, está uma futura indicação pelo presidente Trump do Brasil como aliado preferencial fora da OTAN, o que significa um primeiro passo rumo à integração ao bloco militar mais poderoso do mundo. Sobre os benefícios desta indicação, o sempre competente canal Hoje no Mundo Militar os explica em detalhes, de forma bem melhor do que eu mesmo poderia fazer:


Isto sem falar das óbvias vantagens econômicas da reaproximação. Como entusiasta de hardware, fico na torcida para que a cotação do dólar finalmente caia! 😀

Esqueci de mencionar na minha postagem anterior sobre política, mas antes tarde do que mais tarde ainda: o governo também anunciou um corte de cerca de 21 mil cargos e gratificações do funcionalismo público, o que gerará uma economia de R$ 195 milhões anuais.

O interessante é que na mesma matéria do iG é mencionada a criação do 13º do Bolsa Família, que virá de recursos do Orçamento e daqueles economizados com o pente-fino que será feito no programa, algo que há muito é necessário pelo grande número de fraudes. Àqueles que dizem que o governo nada fez ou que o presidente é "antissocial”, fatos são as melhores respostas.

Comentários

  1. Sem desmerecer o simbolismo dessas ações como o corte de cargos, é irrelevante considerando a situação calamitosa das contas públicas.

    Se as reformas importantes não passarem (ou passarem diluídas demais) no Congresso, o Governo acaba, Michael. Estaremos condenados a mais quatro anos de baixo crescimento econômico e caos fiscal nos estados e municípios -- com risco altíssimo de populistas ganharem terreno nas próximas eleições.

    Essa última do Bolsonaro dizer que "no fundo" não gostaria de fazer a reforma da previdência é inacreditável.

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    1. Sem dúvida meu velho. Qualquer um que tenha mais de dois neurônios e não seja mal intencionado percebe a importância da reforma da previdência para o país.

      Sobre a declaração do presidente, eu acho que ele tentou jogar para a torcida mas não escolheu muito bem as palavras. Tentou dizer que ele não queria mexer na previdência, mas que isto é necessário para o presente e futuro do país.

      Eu acho que o presidente precisa urgentemente contratar um assessor de imprensa que também cuide das suas redes sociais. Eu gosto dele (principalmente ao imaginar como estaríamos em mais um governo do PT), mas também não sou desses bolsonaristas que aplaudem qualquer arroto dele.

      O governo agora precisa ficar longe de novas polêmicas, para fechar a base necessária para a aprovação principalmente da reforma da previdência.

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  2. Apenas um comentário de ordem econômica, numa economia com inflação maior q a do dólar, não é natural e nem desejável que existe valorização da moeda local, porque, de maneira geral, os custos de produção sobem acompanhando a inflação. Se a moeda se valoriza frente ao dólar, a economia perde competitividade para exportação. Sofremos para importar as coisas, mas devemos manter uma cotação que nos permita manter a balança comercial sempre positiva.

    Ademais, o maior vilão das importações não é nem a cotação, mas sim os impostos cascateados, cuja baixa, no momento, é inviável.

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    1. É um fato irrefutável. Mas essa cotação a 3,90 (hoje, dia 23/03) ninguém aguenta. Uma cotação em torno dos 3 reais, como tínhamos há até pouco tempo atrás, seria bom para todo mundo.

      Se aumentarem os investimentos em dólar por aqui será natural que a cotação caia, pela maior presença da moeda americana no mercado. A cotação alta representa também uma falta de confiança dos investidores estrangeiros, e a reaproximação com o Tio Sam ajuda neste sentido. Mas tudo depende da aprovação das reformas, principalmente a da previdência.

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