O que eu penso sobre o caso do Flávio Bolsonaro

Já que desde antes das últimas eleições eu me posicionei tão firmemente em favor do agora presidente eleito Jair Bolsonaro, acredito que devo também comentar sobre o recente episódio envolvendo o assessor do seu filho, Flávio Bolsonaro.


Primeiramente, afirmo que, ao contrário da maior parte da esquerda patrulhadora, eu não tenho bandido de estimação. Para mim, errou tem que pagar, seja quem seja! Seguindo este princípio, caso seja comprovada a culpabilidade do Flávio Bolsonaro, ele deve ser punido pelo rigor da lei, mesmo sendo o filho do presidente e não importando o montante envolvido.

Recado dado, acho que não preciso me alongar muito aqui sobre o ocorrido. Basicamente, o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) é um órgão do governo que monitora todas as transações financeiras feitas no país, inclusive as suas e as minhas. Se movimentações incompatíveis com a uma determinada renda forem identificadas, o COAF notifica as autoridades competentes para que iniciem as investigações cabíveis. Ou seja, não cabe ao COAF o papel investigativo.

No caso do Flávio Bolsonaro, o COAF identificou movimentações incompatíveis com a renda de um ex-assessor de gabinete seu, com uma série de depósitos e saques, que agora deverão ser investigados. Cabe destacar aqui que, até a data em que escrevo este texto (13 de dezembro de 2018), não há qualquer denúncia formal contra o Flávio Bolsonaro. Quanto ao ocorrido, o próprio presidente eleito Jair Bolsonaro veio a público comentar o assunto:


Ainda confio plenamente em ti, Jair, bem como acredito que aqueles que votaram em você também ainda confiam, até mesmo pois todos nós sabemos sobre a índole dos seus adversários nas eleições. Que Deus não deixe que você nos decepcione, para o bem do nosso país.

Comentários

  1. Pela demora do ex-motorista em falar já fica claro que nesse mato tem coelho, e que o senhor Flávio está em palpos de aranha. Não bastasse esse caso ainda tem de explicar o viajão que recebia sem trabalhar. Lembrando que "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta". Espero estar redondamente enganado, mas não levo fé nisso. Vai ser uma punhalada nas costas de nós que votamos neles acreditando na promessa de terem para si e replicaram nos outros um comportamento probo e ético.
    Se isso respingar no presidente que ele tenha hombridade e renuncie, pra que não tenhamos um cadáver político comandando o país, sem moral nenhuma, como já acontece com o nefasto Temer.

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    1. Se o Flávio for o único culpado, o Jair tem que punir o filho de forma exemplar. No mínimo.

      O Jair foi o meu último voto para presidente, a última esperança. Se nem ele estiver livre da podridão, eu desisto definitivamente deste país.

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  2. Bolsonaro e sua família, assim como o PT já fez, se venderam como os estandartes da honestidade.

    Enquanto eles eram só mais um bando de sangue-sugas sem importância, ninguém dava muita bola para o que faziam ou diziam. Acontece que agora, com a chegada ao poder, viraram vidraça, e serão investigados até as últimas consequências pela imprensa e pela oposição, exatamente como aconteceu com o PT.

    Pessoalmente, acho que muito coelho ainda vai sair desse mato, e muitas almas desiludidas precisarão buscar um novo salvador de pátria.

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    1. Eu ainda tenho esperança.

      E mesmo se o Jair também for implicado, não me arrependo de ter votado nele. Afinal, o seu principal concorrente nas eleições era um sujeito como o Haddad, esse sim com mais de 30 processos nas costas e oficialmente réu por lavagem de dinheiro e corrupção. Fiz o que, no momento, me parecia o certo. Ficarei certamente decepcionado, mas não arrependido.

      E já que, conforme o nosso ordenamento jurídico, todos nós somos inocentes até que se prove o contrário, o Flávio nega:

      https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/12/13/nao-fiz-nada-errado-diz-flavio-bolsonaro-sobre-movimentacao-milionaria-de-assessor.ghtml

      Só nos resta aguardar. Vou manter o pensamento positivo, não merecemos ter outra decepção.

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