Western Digital lança disco rígido de incríveis 14 TB

Produzido pela subsidiária HGST, a unidade bate o recorde de armazenamento e já está disponível a grandes clientes corporativos.



Que os discos rígidos mecânicos tradicionais comem poeira dos SSDs não é novidade (bem, nem todos… 😄), porém em uma coisa eles são imbatíveis: o custo por GB de armazenamento, fator que é primordial para muitas aplicações. A capacidade de  14 TB é um marco: em 2014 a Seagate teve a primazia de lançar a primeira unidade de 10 TB, e no início deste ano anunciou uma de 12 TB. Agora foi a vez da WD/HGST dar o próximo passo na escala evolutiva.

A capacidade de 14 TB foi atingida devido a refinamentos na tecnologia Shingled Magnetic Recording (SMR), ou gravação magnética em telhas. Nesta tecnologia as trilhas de dados na superfície magnética do disco são posicionadas com uma pequena sobreposição, em um arranjo que lembra telhas em um telhado, o que permite ampliar a densidade de armazenamento. Em outras palavras, aumenta a quantidade de dados que são gravados em um mesmo espaço físico, enquanto que nos discos tradicionais baseados na tecnologia de gravação perpendicular as trilhas são posicionadas lado a lado. Outra diferença é que esta unidade internamente utiliza hélio ao invés do ar comum, o que reduz o atrito entre as partes móveis, a temperatura e o consumo de energia.

As suas especificações técnicas são as seguintes:

  • Velocidade de rotação de 7200 RPM;
  • Cache de 512 MB;
  • Taxa de transferência máxima de 233 MB/s;
  • Interface SATA de 6 Gbps ou SAS de 12 Gbps;
  • Formato de 3,5”;
  • Custo de US$ 650;
  • Projetado para operar no regime 24/7.


Comentários

  1. Discos SMR possuem o mesmo conceito de "erase block" dos SSDs. A granularidade do apagamento é maior do que um setor de 4 KiB (todos são "advanced format" eu acho): apenas zonas inteiras podem ser apagadas. Nesses modelos iniciais usando a tecnologia, o firmware abstrai a diferença, mas o desempenho pode ser prejudicado, pois o sistema operacional não otimizará escritas sequenciais dentro de uma mesma zona.

    No kernel Linux os sistemas de arquivos estão sendo adaptados aos poucos para usar os novos conjuntos de comandos SCSI/ATA para tal fim (ZBC/ZAC). No Windows, não tenho ideia a quantas anda o suporte.

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