Apresentação dos meus componentes de teste (e o que vem por aí)

Coloquei como um desafio pessoal: nem que eu leve muito tempo, vou avaliar e comparar todos os meus componentes, um a um. Conheça aqui algumas placas e demais peças que permitirão padronizar os testes, além dos próximos projetos que estão na fila.


Placas de vídeo

Estas são as placas de vídeo que permitirão uniformizar os benchmarks, da esquerda para a direita: Nvidia Riva TNT2 M64 de 32 MB PCI (Creative), AMD Radeon R9 270X de 2 GB PCIE (Sapphire) e finalmente a Nvidia GeForce FX 5900 de 128 MB AGP (MSI).


A Radeon Sapphire já foi mostrada em detalhes na postagem RetroUnboxing, assim abaixo abordarei com mais detalhes as outras duas placas.

Nvidia GeForce FX 5900 AGP

As principais premissas eram as seguintes: um chip razoavelmente veloz que não fosse um gargalo às CPUs mais rápidas e que fosse compatível com qualquer slot AGP (tanto de 3,3 V quanto de 1,5 V). Esta MSI foi a que melhor atendeu aos critérios.


As suas características são as seguintes:

  • Frequência de operação da GPU de 400 MHz;
  • 128 MB DDR de VRAM com frequência de 425 MHz acessada a 256 bits (largura de banda de 27,2 GB/s);
  • Suporte ao DirectX 9.0b e OpenGL 2.0;
  • Interface AGP 8X (também compatível com 2X e 4X);
  • Litografia de 130 nm;
  • Custava cerca de US$ 400 no lançamento em 2003.

Lembro-me que na época as FX tinham a fama de serem bem esquentadinhas (nunca tive uma até então), e não é sem motivo: esta placa da MSI possui uma ventoinha também no lado das soldas do PCB:


A minha ideia inicial era utilizar uma Nvidia GeForce 6600 da Leadtek que tenho há muitos anos como placa de testes AGP, porém ela funciona em slots AGP de 1,5 V apenas: notem que há somente a ranhura no lado direito na área dos contatos. Também pensei em usar uma Radeon 9800, mas igualmente ela é apenas de 1,5 V.

Em tempo, para uma melhor compreensão sobre o AGP recomendo a leitura desta postagem

Nvidia GeForce 6600 AGP Leadtek

Nvidia Riva TNT2 M64 PCI

Tenho esta placa há quase vinte anos, e ela é uma ótima escolha para testar sistemas que não contam com a conexão AGP. Inclusive esta placa já estrelou as postagens A epopeia de instalar o Windows 7 em um PC do século passado e também A epopeia de instalar o Debian 8 em um PC do século passado.


As características técnicas são as seguintes:
  • Frequência de operação da GPU de 125 MHz;
  • 32 MB SDR de VRAM com frequência de 150 MHz acessada a 64 bits (largura de banda de 1,2 GB/s);
  • Suporte ao DirectX 6.0 e OpenGL 1.2;
  • Interface PCI de 32 bits e 33 MHz;
  • Litografia de 250 nm.


Armazenamento

Da esquerda para a direita: Quantum Fireball de 1 GB IDE para sistemas mais antigos, WD Caviar de 40 GB IDE (7200 RPM, 2 MB de cache) para os mais recentes e finalmente um WD Caviar Black de 500 GB (7200 RPM, 32 MB de cache) para os sistemas já com portas SATA.


Complementam uma unidade de CD-ROM LG 52X IDE e o emulador de disquetes USB


O que vem por aí

Os próximos projetos que estão na fila são os seguintes:

  • Rebuild #2: continuando a aclamada série Rebuild, agora reconstruirei a minha segunda configuração que era baseada em um Pentium MMX, acrescida de um componente especial que eu jamais consegui ter na época.
  • Teste de placas de vídeo: da mesma forma que pretendo testar os diferentes processadores e placas mãe, também quero testar as placas de vídeo. Para esta finalidade estou estudando utilizar uma configuração baseada em um Athlon XP Barton e uma placa com o chipset Nvidia Nforce 2 Ultra para testar as placas PCI e AGP. Mas esta configuração ainda está sujeita a mudanças.
  • Construção de um clone o mais próximo possível de um IBM PC-AT: baseado no processador 80286. Um passo natural após o PC-XT.
  • Montagem de um Pentium Pro: sim, ele mesmo!
  • Construção de um PC para rodar o IBM OS/2: afinal de contas, nem apenas de MS-DOS e Windows é contada a história dos PCs.
  • Montagem de sistemas duais: dois processadores físicos na mesma placa mãe impõem respeito. Perto deles os dual core de hoje dia são brincadeiras de criança.

Além destes há muitos outros bem bacanas, os quais dependendo da disponibilidade podem pintar dentre os próximos trabalhos. Projetos em andamento como o PC Windows Vista serão continuados.

Enfim, realmente é trabalho pra carvalho. Tenho que ser perseverante! 😉

Comentários

  1. Nossa Michael, tens um Pentium Pro? Que sorte a sua, isso aí vale uma fortuna, se não for o mais caro que você tem aí. Na minha opinião este é o processador mais emblemático de todos os tempos, ganha fácil no quesito de raridade de qualquer x86 lançado até então. Até porque um mero Core i9 tem seu DNA, a famosa arquitetura P6. Estou ansioso para ver testes e comparativos com ele!

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    1. E você não vai acreditar que eu salvei ele de ir para o lixo! Ele estava sendo descartado junto com a placa mãe soquete 8. É mole?

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  2. Pura sorte mesmo, neste dia você tirou na loteria, nem mesmo no ML consegue-se achar uma jóia rara desta! É uma pena que muitos foram parar no lixo, um pedaço importante da história. Lembro-me que em 1996 eu sonhava em comprar um, mas depois eu vi que era uma coisa impossível, caríssimo ao extremo. E até hoje pra mim é um sonho ter um.

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    1. Eu não acreditei quando vi o Pentium Pro espetado na sua linda placa Soyo soquete 8 no topo da pilha destinada ao descarte. Peguei na hora, uma chance como esta não acontecerá novamente!

      Ainda não tive tempo para testar, mas o processador esta como novo. Resta saber se a Soyo está funcionando, se estiver será épico!

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    2. Estou torcendo para que esteja funcionando, esta é a verdadeira peça de colecionador.

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