Microsoft Office para "Linux"

O aniversário de 25 anos do kernel Linux me fez lembrar de um "causo" pitoresco dos anais da tecnologia. Quando o sistema do pinguim despontava nos anos 1990 como o único candidato viável a desbancar o Windows nos desktops, ainda mais depois da morte do OS/2, dizia-se que a dominação estaria completa quando a Microsoft fosse obrigada a fazer uma versão do Office for Linux, com um detalhe importante: na época a empresa de Redmond era comandada com mãos de ferro por Bill Gates (e depois por Steve Ballmer), e o mote da companhia era impor os seus próprios padrões e tecnologias, atropelando como um trem desgovernado quem estivesse pela frente (como aconteceu com o pobre Netscape Navigator e o já citado OS/2).

O tempo passou, a Microsoft mudou de estratégia com um novo CEO, e o Linux também acabou mudando o seu foco. E não é que temos um Microsoft Office for "Linux"? Se com o MS-DOS e o Windows a empresa estava no local e na hora certos, no mundo mobile está pagando o preço da arrogância do ex-CEO Ballmer que a fez chegar (muito) tarde ao mercado, e o pior, contra players que tem muito mais bala na agulha ($$) como o Google e a Apple.

Dizem por aí que o mundo dá voltas. Em tecnologia, além de voltas o mundo dá revoluções.

Microsoft Word rodando no Android. No mercado mobile, resta à Microsoft lançar os seus
consagrados produtos para o ecossistema dos concorrentes

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