Segundo ex-funcionários, Kaspersky desenvolveu malware para prejudicar concorrentes

Ok, esta notícia não é nova (queria tê-la publicado na última sexta-feira, mas por questões de ordem superior tive que me afastar do Blog por alguns dias), mas não poderia deixa-la passar em branco: de acordo com dois ex-funcionários da Kaspersky, a empresa teria desenvolvido malwares para indicar falsos positivos em produtos concorrentes, tais como o AVG, Avast e os produtos da Microsoft (Security Essentials e Windows Defender) - falsos positivos tem o potencial de prejudicar a pontuação de softwares antivírus em testes de eficiência. 

Ainda segundo os funcionários, a ordem para disseminar o malware teria partido do próprio Eugene Kaspersky, que acusa muitos produtos concorrentes de simplesmente roubarem as tecnologias da sua companhia, e o auge destas ações teria sido entre 2009 e 2013.



Logicamente Eugene Kaspersky negou as acusações, dizendo que este tipo de ação é desonesta e que a sua empresa não compactua com isto. Em tempo, esta é a segunda polêmica na qual a Kaspersky esteve envolvida nas últimas semanas: em junho a companhia admitiu publicamente que teve alguns servidores invadidos.

Aqui entre nós, mesmo correndo o risco de levar uma queimada de língua épica: não trabalho lá e tampouco sou acionista da Kaspersky, mas esta história está muito mal contada. Me parece o típico caso de ex-funcionário que quer ferrar com o ex-patrão. 

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